Foi essa tia quem lhe contou sobre uma vaga no Senac para cursar Design de Interiores. Na época, Rianna já trabalhava e estudava, mas não hesitou em se arriscar. “Eu sabia que não podia perder a oportunidade, mesmo que fosse difícil conciliar tudo”, relembra.
Durante o curso, descobriu que todos os seus professores eram arquitetos. A inquietação virou decisão: enveredar pela Arquitetura. Mais de uma década depois, Rianna já soma mais de 500 projetos assinados, um escritório no centro metropolitano da Barra da Tijuca e um nome reconhecido no mercado.
Apesar das conquistas, ela nunca esqueceu suas origens. No próprio escritório, um banquinho feito por ela mesma simboliza sua identidade e sua favela. “Eu sou favelada e tenho orgulho disso. Trago comigo a simplicidade e a verdade das minhas raízes. A favela me ensinou a dar valor às coisas e às pessoas”, afirma.
Com postura firme, Rianna não se limita ao papel e à tela do computador. Está presente na obra, gosta de sentir a execução, orientar equipes, garantir qualidade e, principalmente, trazer arte e autenticidade para cada espaço.
“Meus projetos são todos diferentes, porque cada cliente é único. Eu não copio, não repito fórmula. Eu escuto o que a pessoa quer e traduzo isso em arquitetura. É assim que eu construí minha carreira.”