Desperdício de Água no Brasil Poderia Abastecer 77 Milhões de Pessoas

Levantamento do Instituto Trata Brasil mostra que o país perde quase 40% da água tratada na distribuição. A redução desse índice pouparia recursos hídricos e evidencia a urgência de correções estruturais

Por HIMAYNE FARIAS BORDIGNON
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Desperdício de Água no Brasil Poderia Abastecer 77 Milhões de Pessoas
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O Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com a consultoria GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2026: Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”. O documento aponta que o volume de água tratada desperdiçada anualmente no país — aproximadamente 4,4 bilhões de metros cúbicos — seria suficiente para abastecer 77 milhões de habitantes por um ano. A quantia corresponde a mais que o dobro da população brasileira atualmente sem acesso à água potável, estimada em cerca de 33 milhões de pessoas.

Segundo o levantamento, realizado com dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), 39,53% da água produzida é perdida antes mesmo de chegar às torneiras. Em termos práticos, esse volume físico desperdiçado equivale a 4.800 piscinas olímpicas jogadas fora todos os dias. O estudo indica que a redução das perdas para o patamar de 25%, meta estipulada pela Portaria 788/2024 do Ministério das Cidades, poderia gerar uma economia de 2,8 bilhões de metros cúbicos anuais, volume capaz de atender 17,2 milhões de pessoas em áreas vulneráveis por dois anos, além de representar um ganho financeiro de R$ 47,3 bilhões até 2033.

As perdas ocorrem por diversas falhas ao longo do sistema, como ligações clandestinas, erros de medição e, principalmente, vazamentos estruturais. Este cenário de degradação da infraestrutura pública encontra paralelo também na esfera privada e comercial. Propriedades residenciais e condomínios frequentemente perdem grandes volumes de água potável devido a rachaduras e fissuras crônicas que permanecem invisíveis até que afetem as faturas de consumo ou o terreno.

Diante do impacto ambiental e econômico, a correção de falhas internas tem sido destacada como parte vital para a conservação dos recursos hídricos. "As perdas silenciosas em propriedades particulares representam uma parcela considerável do desperdício diário. Um pequeno dano contínuo gera um volume imenso de água perdida com o tempo. Por isso, a ação técnica para estancar essas fugas hídricas é essencial não apenas para o bolso do cidadão, mas para a preservação de todo o ecossistema e do abastecimento urbano", explica Wilson Pacheco dos Santos, técnico especialista em Caça Vazamentos de Piscinas na SP Vazamentos.

No setor privado, medidas corretivas passam pela inspeção regular das redes tubulares. Com o auxílio de profissionais e empresas especializadas em caça vazamento e caça vazamento em piscinas utilizando tecnologias não destrutivas para localizar rupturas em canos subterrâneos e em áreas de lazer que comportam grande volume hídrico, previne o esgotamento contínuo de água tratada. Para os proprietários que percebem quedas atípicas no nível da água, buscar instrução profissional é fundamental para diagnosticar precocemente o problema e mitigar o desperdício.

O relatório do ITB conclui que a eficiência no controle de perdas é, acima de tudo, uma medida de adaptação climática. Ao adequar o consumo real à produção, reduz-se a pressão sobre os mananciais, garantindo uma maior disponibilidade de recursos hídricos e auxiliando no avanço para a universalização do saneamento básico no Brasil.

 

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HIMAYNE FARIAS BORDIGNON
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FONTE: https://tratabrasil.org.br/perdas-de-agua-2026/
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