Por que o tomate merece espaço no prato?

Comum na mesa dos brasileiros e na gastronomia é conhecido por sua versatilidade em diferentes preparos e faz bem para saúde

Por Edna Vairoletti
2 4 Min

Por que o tomate merece espaço no prato?
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Apesar de ser popularmente conhecido como legume, o tomate é classificado botanicamente como um fruto. Comum na mesa dos brasileiros e na gastronomia, sua versatilidade permite o consumo in natura — em saladas, entradas e até sucos e drinks — ou em preparações cozidas e assadas, como molhos, sopas, pizzas e acompanhamentos. Até mesmo as sementes podem ser aproveitadas.

Também é um aliado das dietas, pois uma porção de 60 a 100 gramas fornece poucas calorias (cerca de 11 a 18 kcal, dependendo da variedade). Especialmente na saúde masculina, o tomate é conhecido por estar associado à redução do risco do câncer de próstata.


“Estudos indicam que o licopeno — um carotenoide com potente ação antioxidante — pode contribuir para a redução do risco desse tipo de câncer. O consumo regular de tomate, especialmente em sua forma cozida, está associado a uma menor incidência da doença”, explica a Profa. Dra. Isolda Prado - Médica Nutróloga, Diretora da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e Professora de nutrologia da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).

Uma curiosidade é que o tomate é fruto, em sua classificação botânica, por ser a parte da planta que contém sementes. Confira bons motivos para ter o tomate na dieta e dicas de consumo.  

Traz benefícios para a saúde?
Além de ser um alimento acessível e prático, é rico em vitamina C e A, potássio e antioxidantes. Esses nutrientes ajudam a combater inflamações, favorecem a saúde cardiovascular, contribuem para a redução da pressão arterial, melhoram a circulação sanguínea e auxiliam na saúde ocular. Seu consumo também pode contribuir no fortalecimento do sistema imunológico, combater os radicais livres e retardar o envelhecimento.

Ajuda para uma pele mais saudável?
Rico em vitamina C, contribui para o fortalecimento das unhas e dos cabelos e ajuda a manter a elasticidade da pele.

Pode fazer mal para pessoas com gastrite ou refluxo?
Sim. Por ser ácido, em algumas pessoas com gastrite ou refluxo gastroesofágico, pode piorar os sintomas, por irritar a mucosa gástrica. Nesse caso, deve-se limitar o consumo ou preferir formas menos ácidas, como tomate cozido e sem casca, sempre observar como o corpo reage e seguir a orientação médica.

Devemos ter tomate no prato todo dia?
O consumo diário é indicado, pois é fonte de nutrientes importantes. Mas é essencial variar a dieta e combiná-lo com outros vegetais, para obter uma diversidade na alimentação, e ter um maior número de benefícios para o organismo.

Pode comer a semente?
Comer as sementes é seguro para a maioria das pessoas. O cuidado deve ser maior para pessoas com diverticulose ou problemas intestinais específicos. Nestes casos se recomenda moderação, pois as sementes podem causar desconforto ou inflamação.

Há uma melhor forma de consumi-lo?
O licopeno é o principal antioxidante do tomate e é mais bem absorvido quando o fruto é cozido e consumido junto com uma fonte de gordura saudável, como azeite de oliva. Por isso, em molhos ou assado aumenta a biodisponibilidade desse nutriente. Já em saladas, in natura, o tomate mantém mais vitamina C, que é sensível ao calor. A dica é variar as formas de preparo para aproveitar os diferentes benefícios de cada nutriente.
 

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EDNA APARECIDA VAIROLETTI
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FONTE: www.vspresscomunicacao.com.br
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