Sem prazo definido, vacina da dengue segue em análise: quem deve redobrar os cuidados?
Especialistas explicam quais grupos estão mais vulneráveis à doença, como reconhecer os sintomas e quais medidas são fundamentais para a prevenção
Divulgação
Sem prazo para a conclusão da análise de segurança da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, especialistas reforçam que a principal forma de reduzir casos graves da doença continua sendo a prevenção e o reconhecimento precoce dos sintomas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha para que a avaliação seja concluída "o mais rápido possível", mas destacou que não há uma previsão para a retomada da estratégia de vacinação.
A investigação foi intensificada após a identificação de eventos adversos raros em pessoas imunizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que não haviam sido observados nos estudos clínicos.
Apesar da investigação em andamento, especialistas ressaltam que o imunizante não é experimental. A vacina recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2025, após cumprir todas as etapas regulatórias exigidas no Brasil, incluindo estudos clínicos de fases 1, 2 e 3 com mais de 11 mil participantes. O monitoramento de segurança após a aprovação faz parte da farmacovigilância adotada por agências regulatórias em todo o mundo e permite identificar eventos muito raros que só aparecem quando milhões de pessoas recebem a vacina.
Enquanto a análise prossegue, especialistas alertam que alguns grupos devem redobrar os cuidados para evitar a dengue. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e indivíduos imunossuprimidos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção e exigem atenção especial diante de qualquer suspeita da doença.
"O fato de a vacina estar em investigação não muda a necessidade de prevenção. A dengue continua circulando e as pessoas mais vulneráveis devem reforçar os cuidados para evitar a picada do mosquito e procurar atendimento rapidamente caso apresentem sintomas", explica Raphael Fernandes, médico especializado em Medicina Integrativa e professor da Afya Unigranrio Barra da Tijuca.
Os primeiros sintomas da dengue costumam surgir de forma repentina e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, fadiga, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas graves, com sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar, sonolência excessiva e queda da pressão arterial. Nessas situações, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Segundo Viviane Quintas, coordenadora do curso de Enfermagem da Afya Unigranrio Barra da Tijuca, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir a transmissão da doença. "Eliminar recipientes que acumulam água parada, utilizar repelentes, instalar telas em portas e janelas e manter caixas d'água e reservatórios fechados são medidas que fazem diferença, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito."
O tratamento da dengue é baseado principalmente em hidratação e acompanhamento médico. Não existe um medicamento específico para eliminar o vírus, por isso o objetivo é aliviar os sintomas e prevenir complicações. Também é importante evitar a automedicação.
Especialistas reforçam que a investigação sobre a vacina segue os protocolos previstos para qualquer imunizante aprovado e não altera as recomendações de prevenção da doença. Até que haja uma definição sobre a retomada da vacinação, o combate aos criadouros do mosquito, a proteção individual e o diagnóstico precoce permanecem como as principais ferramentas para reduzir casos graves e mortes por dengue.
A investigação foi intensificada após a identificação de eventos adversos raros em pessoas imunizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que não haviam sido observados nos estudos clínicos.
Apesar da investigação em andamento, especialistas ressaltam que o imunizante não é experimental. A vacina recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2025, após cumprir todas as etapas regulatórias exigidas no Brasil, incluindo estudos clínicos de fases 1, 2 e 3 com mais de 11 mil participantes. O monitoramento de segurança após a aprovação faz parte da farmacovigilância adotada por agências regulatórias em todo o mundo e permite identificar eventos muito raros que só aparecem quando milhões de pessoas recebem a vacina.
Enquanto a análise prossegue, especialistas alertam que alguns grupos devem redobrar os cuidados para evitar a dengue. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e indivíduos imunossuprimidos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção e exigem atenção especial diante de qualquer suspeita da doença.
"O fato de a vacina estar em investigação não muda a necessidade de prevenção. A dengue continua circulando e as pessoas mais vulneráveis devem reforçar os cuidados para evitar a picada do mosquito e procurar atendimento rapidamente caso apresentem sintomas", explica Raphael Fernandes, médico especializado em Medicina Integrativa e professor da Afya Unigranrio Barra da Tijuca.
Os primeiros sintomas da dengue costumam surgir de forma repentina e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, fadiga, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele. Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas graves, com sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar, sonolência excessiva e queda da pressão arterial. Nessas situações, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Segundo Viviane Quintas, coordenadora do curso de Enfermagem da Afya Unigranrio Barra da Tijuca, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir a transmissão da doença. "Eliminar recipientes que acumulam água parada, utilizar repelentes, instalar telas em portas e janelas e manter caixas d'água e reservatórios fechados são medidas que fazem diferença, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito."
O tratamento da dengue é baseado principalmente em hidratação e acompanhamento médico. Não existe um medicamento específico para eliminar o vírus, por isso o objetivo é aliviar os sintomas e prevenir complicações. Também é importante evitar a automedicação.
Especialistas reforçam que a investigação sobre a vacina segue os protocolos previstos para qualquer imunizante aprovado e não altera as recomendações de prevenção da doença. Até que haja uma definição sobre a retomada da vacinação, o combate aos criadouros do mosquito, a proteção individual e o diagnóstico precoce permanecem como as principais ferramentas para reduzir casos graves e mortes por dengue.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): JOãO PEDRO URBANO DOS SANTOS
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