Desafio não é só eliminar, é saber descartar corretamente
Reciclus
A crescente preocupação com a preservação ambiental tem feito com que cada vez mais pessoas busquem adotar práticas sustentáveis no dia a dia como separar corretamente seus resíduos, evitar desperdícios e procurar alternativas mais responsáveis. No entanto, entre a intenção de contribuir e a prática efetiva, ainda existe um desafio importante: saber como e onde descartar corretamente cada tipo de material.
A questão, muitas vezes, não está na falta de interesse da sociedade, mas no déficit de informações confiáveis sobre como realizar o descarte. Afinal, cada tipo de resíduo possui características próprias e pode exigir processos específicos de coleta, destinação, tratamento e reaproveitamento. Quando o consumidor não conhece esses caminhos, mesmo uma atitude positiva pode não alcançar o resultado esperado.
As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, que fazem parte do cotidiano de diversas residências, não devem ser descartadas no lixo comum e nem no reciclável, pois são produtos que possuem mercúrio em sua composição, uma substância tóxica com grande potencial de contaminação do meio ambiente e ecossistema. Por isso, devem ser descartadas nos pontos de entrega da Reciclus - entidade gestora responsável pelo sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes no Brasil.
A criação de sistemas de logística reversa representa um avanço importante na gestão de resíduos no Brasil. No caso das lâmpadas fluorescentes, a logística reversa permite que esses produtos sejam destinados, coletados, transportados e encaminhados para empresas especializadas, onde passam por processos de descontaminação. Durante esse processo, materiais como vidro, alumínio e outros metais podem ser recuperados e reinseridos na cadeia produtiva, enquanto o mercúrio recebe a destinação ambientalmente adequada, reduzindo os riscos ao meio ambiente e à saúde.
No entanto, a existência de uma operação sozinha não garante que ela seja plenamente utilizada. É necessário o engajamento da população a partir da compreensão sobre quais resíduos devem ser encaminhados e onde estão os pontos de entrega, pois essa informação é o elo que conecta o consumidor às soluções já disponíveis.
Desde 2017, a Reciclus atua na implementação do sistema de logística reversa de lâmpadas no Brasil e já possibilitou a destinação ambientalmente adequada de mais de 56 milhões de lâmpadas, por meio de uma rede com mais de 4 mil pontos de entrega voluntária espalhados pelo país. Paralelamente, a associação também desenvolve iniciativas de educação ambiental, como o Programa Reciclus Educa, voltado à produção e disseminação de conhecimento sobre descarte correto, questões ambientais e sustentabilidade.
A educação ambiental tem esse papel: aproximar informações técnicas da realidade das pessoas e mostrar que atitudes cotidianas podem contribuir para uma gestão de resíduos mais eficiente.
Esse processo reconhece a educação ambiental como um elemento essencial para a formação da sociedade. Afinal, mudanças de comportamento acontecem quando as pessoas entendem o sentido de uma atitude e como colocá-la em prática.
O desafio não está apenas em criar soluções para o retorno dos resíduos ao ciclo produtivo, mas em garantir que essas soluções sejam compreendidas e incorporadas ao cotidiano. É nessa transformação da intenção em hábito que a educação ambiental se torna uma ferramenta essencial para avançar na construção de uma sociedade mais consciente.
*João Pedro Gomes dos Santos é Engenheiro Ambiental da Reciclus.
A questão, muitas vezes, não está na falta de interesse da sociedade, mas no déficit de informações confiáveis sobre como realizar o descarte. Afinal, cada tipo de resíduo possui características próprias e pode exigir processos específicos de coleta, destinação, tratamento e reaproveitamento. Quando o consumidor não conhece esses caminhos, mesmo uma atitude positiva pode não alcançar o resultado esperado.
As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, que fazem parte do cotidiano de diversas residências, não devem ser descartadas no lixo comum e nem no reciclável, pois são produtos que possuem mercúrio em sua composição, uma substância tóxica com grande potencial de contaminação do meio ambiente e ecossistema. Por isso, devem ser descartadas nos pontos de entrega da Reciclus - entidade gestora responsável pelo sistema de logística reversa de lâmpadas fluorescentes no Brasil.
A criação de sistemas de logística reversa representa um avanço importante na gestão de resíduos no Brasil. No caso das lâmpadas fluorescentes, a logística reversa permite que esses produtos sejam destinados, coletados, transportados e encaminhados para empresas especializadas, onde passam por processos de descontaminação. Durante esse processo, materiais como vidro, alumínio e outros metais podem ser recuperados e reinseridos na cadeia produtiva, enquanto o mercúrio recebe a destinação ambientalmente adequada, reduzindo os riscos ao meio ambiente e à saúde.
No entanto, a existência de uma operação sozinha não garante que ela seja plenamente utilizada. É necessário o engajamento da população a partir da compreensão sobre quais resíduos devem ser encaminhados e onde estão os pontos de entrega, pois essa informação é o elo que conecta o consumidor às soluções já disponíveis.
Desde 2017, a Reciclus atua na implementação do sistema de logística reversa de lâmpadas no Brasil e já possibilitou a destinação ambientalmente adequada de mais de 56 milhões de lâmpadas, por meio de uma rede com mais de 4 mil pontos de entrega voluntária espalhados pelo país. Paralelamente, a associação também desenvolve iniciativas de educação ambiental, como o Programa Reciclus Educa, voltado à produção e disseminação de conhecimento sobre descarte correto, questões ambientais e sustentabilidade.
A educação ambiental tem esse papel: aproximar informações técnicas da realidade das pessoas e mostrar que atitudes cotidianas podem contribuir para uma gestão de resíduos mais eficiente.
Esse processo reconhece a educação ambiental como um elemento essencial para a formação da sociedade. Afinal, mudanças de comportamento acontecem quando as pessoas entendem o sentido de uma atitude e como colocá-la em prática.
O desafio não está apenas em criar soluções para o retorno dos resíduos ao ciclo produtivo, mas em garantir que essas soluções sejam compreendidas e incorporadas ao cotidiano. É nessa transformação da intenção em hábito que a educação ambiental se torna uma ferramenta essencial para avançar na construção de uma sociedade mais consciente.
*João Pedro Gomes dos Santos é Engenheiro Ambiental da Reciclus.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): LUIZ FERNANDO VALLOTO
lvalloto@singcomunica.com.br