Com direção de Elias Andreato clássico de Fernando Pessoa volta aos palcos
Cenografia composta por mais de 12 mil metros de corda, espetáculo O Marinheiro convida o público a uma travessia poética
Crédito Yasmin Valerio
Após o sucesso da temporada anterior, O MARINHEIRO, de Fernando Pessoa, volta aos palcos de 30 de julho a 21 de agosto de 2026, no Teatro ºAndar, em São Paulo. Dirigido por Elias Andreato, o espetáculo reúne no elenco Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Muriel Matalon.
Antes mesmo de criar seus heterônimos, Fernando Pessoa já investigava, em O MARINHEIRO, temas que atravessariam toda a sua obra, como a fragmentação do eu, o desassossego, a solidão, a memória, o sonho e a busca humana por sentido diante da existência.
Escrita em 1913, é considerada uma das obras inaugurais do modernismo em Portugal. Mais de um século depois, o texto permanece profundamente contemporâneo ao confrontar o público com a fragilidade das certezas e com a necessidade humana de criar realidades para suportar o mistério de existir.
Em cena, três mulheres velam o corpo de uma jovem durante a madrugada. À medida que a noite avança, o diálogo entre elas abandona a lógica cotidiana e se transforma em um mergulho poético por angústias, desejos, lembranças, medos e invenções.
A encenação de Elias Andreato potencializa essa atmosfera suspensa. A palavra ocupa o centro da experiência cênica e é acompanhada por uma cenografia composta por mais de 12 mil metros de corda, projeções e um desenho de luz e sombra. Entre realidade e sonho, as personagens atravessam um território instável, no qual a palavra deixa de apenas narrar e passa a construir mundos. Esses elementos constroem uma paisagem visual hipnótica, poética e sensorial.
Silêncio, palavra e imaginação
“O poeta da minha juventude retorna agora, revisitado na maturidade. Em O MARINHEIRO, Fernando Pessoa nos conduz por uma investigação profunda sobre a existência humana; o sonho vivido e o sonho inventado se confundem. É um texto que continua desafiando artistas e espectadores justamente porque nos coloca diante do mistério de existir”, afirma Elias Andreato.
Para o diretor, a montagem nasceu da escuta atenta da obra e do encontro com uma equipe artística comprometida em revelar sua delicadeza. “As atrizes Muriel Matalon, Cristina Mutarelli e Michele Matalon me permitiram um exercício de simplicidade diante da grandeza criativa de Pessoa. Nunca fui tão feliz em um processo. É como estar diante de um oceano imenso e, ao mesmo tempo, manter a curiosidade de uma criança que deseja mergulhar nessas águas”, destaca.
Serviço:
O MARINHEIRO
30 de julho a 21 de agosto, quinta e sexta-feira, 20h.
ºAndar – Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília, São Paulo.
12 anos | 50 minutos | R$30 a R$60 (vendas pelo site Sympla).
Antes mesmo de criar seus heterônimos, Fernando Pessoa já investigava, em O MARINHEIRO, temas que atravessariam toda a sua obra, como a fragmentação do eu, o desassossego, a solidão, a memória, o sonho e a busca humana por sentido diante da existência.
Escrita em 1913, é considerada uma das obras inaugurais do modernismo em Portugal. Mais de um século depois, o texto permanece profundamente contemporâneo ao confrontar o público com a fragilidade das certezas e com a necessidade humana de criar realidades para suportar o mistério de existir.
Em cena, três mulheres velam o corpo de uma jovem durante a madrugada. À medida que a noite avança, o diálogo entre elas abandona a lógica cotidiana e se transforma em um mergulho poético por angústias, desejos, lembranças, medos e invenções.
A encenação de Elias Andreato potencializa essa atmosfera suspensa. A palavra ocupa o centro da experiência cênica e é acompanhada por uma cenografia composta por mais de 12 mil metros de corda, projeções e um desenho de luz e sombra. Entre realidade e sonho, as personagens atravessam um território instável, no qual a palavra deixa de apenas narrar e passa a construir mundos. Esses elementos constroem uma paisagem visual hipnótica, poética e sensorial.
Silêncio, palavra e imaginação
“O poeta da minha juventude retorna agora, revisitado na maturidade. Em O MARINHEIRO, Fernando Pessoa nos conduz por uma investigação profunda sobre a existência humana; o sonho vivido e o sonho inventado se confundem. É um texto que continua desafiando artistas e espectadores justamente porque nos coloca diante do mistério de existir”, afirma Elias Andreato.
Para o diretor, a montagem nasceu da escuta atenta da obra e do encontro com uma equipe artística comprometida em revelar sua delicadeza. “As atrizes Muriel Matalon, Cristina Mutarelli e Michele Matalon me permitiram um exercício de simplicidade diante da grandeza criativa de Pessoa. Nunca fui tão feliz em um processo. É como estar diante de um oceano imenso e, ao mesmo tempo, manter a curiosidade de uma criança que deseja mergulhar nessas águas”, destaca.
Serviço:
O MARINHEIRO
30 de julho a 21 de agosto, quinta e sexta-feira, 20h.
ºAndar – Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília, São Paulo.
12 anos | 50 minutos | R$30 a R$60 (vendas pelo site Sympla).
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): FREDERICO PAULA JUNIOR
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