Quais os erros que fazem um currículo perder a atenção do recrutador em segundos 

Especialista da Catho explica por que excesso de informações, falta de personalização e erros simples podem reduzir as chances de um candidato avançar em um processo seletivo

Por PEDRO SENGER
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Foto: Freepik

 

 

 

O currículo continua sendo o primeiro contato entre candidato e recrutador no mercado de trabalho. Antes mesmo de analisar detalhadamente a trajetória profissional, os recrutadores fazem uma leitura inicial para verificar se o perfil está alinhado aos requisitos da vaga. Por isso, um documento confuso ou excessivamente longo com informações genéricas pode comprometer as chances de um profissional avançar para as próximas etapas do processo seletivo.

De acordo com um estudo da consultoria norte-americana TheLadders, recrutadores gastam, em média, 7,4 segundos na primeira leitura de um currículo. Embora a decisão de contratação envolva diversas etapas, a importância de apresentar um currículo claro e objetivo para passar pelo primeiro filtro do recrutador. 

Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, detentora da Catho, aponta que um dos principais equívocos é acreditar que um currículo precisa contar toda a história profissional do candidato. 

"O currículo não deve ser uma biografia. O objetivo é mostrar, de forma clara e estratégica, por que aquele profissional é aderente à vaga. Quando há excesso de informações, como experiências sem relação com o cargo ou descrições muito extensas, o recrutador pode ter dificuldade para identificar rapidamente os pontos mais relevantes do perfil”, orienta Maeda. 

Entre os erros mais comuns observados pelos especialistas da Catho estão manter um currículo desatualizado, com informações genéricas ou pouco estruturadas, principalmente na parte de realizações e experiências. 

Além disso, outro fator que costuma prejudicar a leitura é a falta de organização das informações, dificultando que o recrutador identifique rapidamente a experiência e as competências do candidato. 

A popularização das ferramentas de inteligência artificial também tem mudado a forma como muitos profissionais elaboram seus currículos. Embora esses recursos possam auxiliar na revisão do texto e na organização das informações, o diretor alerta que a tecnologia deve ser utilizada como apoio, e não como substituta da experiência e da identidade do candidato. 

"A inteligência artificial pode ajudar de diversas formas, seja para estruturar melhor o currículo, corrigir erros ou tornar a escrita mais objetiva. No entanto, o conteúdo precisa refletir a trajetória real do profissional e estar alinhado à vaga pretendida. Currículos excessivamente genéricos ou produzidos sem qualquer personalização tendem a perder força justamente porque deixam de destacar aquilo que diferencia um candidato dos demais", afirma Maeda. 

Segundo o executivo, personalizar o currículo de acordo com o objetivo de carreira para que seja compatível às vagas continua sendo uma das estratégias mais eficazes para aumentar as chances de avançar no processo seletivo.

"O candidato precisa entender que o currículo é um material de apresentação e deve estar sempre atualizado. Destacar as experiências e realizações mais relevantes, revisar cuidadosamente as informações, principalmente com apoio de IA como a Análise Inteligente do app da Catho, e direcionar a candidatura para vagas compatíveis com o próprio perfil são atitudes que aumentam as chances de avançar no processo seletivo e facilitam a análise do recrutador”, conclui Fabio Maeda.

 

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