Operar em julho para colher o resultado em dezembro: o cronograma ideal para quem planeja cirurgias faciais.
Saiba por que o planejamento com seis meses de antecedência é o segredo de pacientes de alta exigência para garantir que o edema e o amadurecimento das cicatrizes estejam resolvidos antes das festas de fim de ano.
Dra. Isabela Lombardi | Cirurgiã Plástica
Parece longe, mas o planejamento para as festas de fim de ano já começou nos bastidores dos consultórios médicos. Quem acompanha o ritmo das cirurgias faciais sabe que o mês de julho não é concorrido por acaso: ele é, na verdade, a data limite para quem quer sentar à mesa do Réveillon sem qualquer vestígio de inchaço, roxinhos ou o aspecto "travado" que costuma acompanhar o pós-operatório recente.
A verdade é que as fotos de dezembro começam a ser desenhadas agora, no inverno. O clima mais frio dessa época do ano é o primeiro grande aliado, já que ajuda muito a reter menos líquido e torna o uso das faixas compressivas bem mais tolerável. Mas o verdadeiro pulo do gato não é o clima, e sim o calendário biológico do corpo, especialmente quando falamos de procedimentos delicados como o facelift ou a rinoplastia.
"O rosto é uma região muito vascularizada, o que significa que o processo de desinchar acontece em camadas", explica Isabela Lombardi. De acordo com a cirurgiã plástica, aquela resposta mais bruta do corpo melhora no primeiro mês, mas o desenho final e a leveza das expressões precisam de tempo. "Operar em julho significa passar pela fase mais chatinha da recuperação longe dos olhos de todo mundo, garantindo que em dezembro o resultado pareça totalmente natural, como se a pessoa tivesse apenas tirado longas férias."
Outro ponto que pouca gente calcula de antemão é o amadurecimento das cicatrizes. Nos primeiros meses, os cortes finos ao redor da orelha ou no nariz ficam naturalmente avermelhados e exigem fuga total do sol para não mancharem. Dar esse intervalo de seis meses permite que a pele recupere sua força e tonalidade normal. Assim, dá para viajar para a praia ou curtir uma piscina no Ano Novo sem a paranoia de cobrir o rosto com quilos de corretivo.
Fora a questão estética, há um lado prático e emocional que faz toda a diferença: fugir do estresse de fim de ano. "A reta final do ano já é caótica por si só, cheia de festas da empresa, fechamentos e viagens. Tentar encaixar retornos médicos, sessões de drenagem e a neura de 'será que vou estar bem até o Natal?' só gera uma ansiedade que não ajuda em nada a cicatrização", pontua Isabela.
O segredo dos pacientes que sempre aparecem impecáveis nas festas é justamente a falta de pressa. Começar a se planejar em julho permite fazer os exames com calma, escolher a data ideal e passar por cada etapa do pós-operatório no seu próprio ritmo. Quando o brinde de dezembro chegar, a única preocupação vai ser aproveitar a festa com uma fisionomia descansada e renovada.
Fonte: Dra. Isabela Lombardi | Cirurgiã Plástica
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