As empresas investem milhões em IA, mas poucas conseguem medir o retorno

Por CLáUDIA CARNEVALLI
2 4 Min

As empresas investem milhões em IA, mas poucas conseguem medir o retorno
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Não há dúvidas de que a inteligência artificial se tornou uma das principais apostas das empresas para aumentar produtividade, reduzir custos e acelerar processos. No entanto, enquanto organizações ampliam seus investimentos em ferramentas e projetos de IA, um novo desafio estratégico ganha relevância: transformar esses investimentos em resultados concretos e sustentáveis.

Mais do que escolher uma solução de inteligência artificial, as empresas precisam construir uma base tecnológica capaz de suportar essa evolução. Projetos de IA dependem de dados confiáveis, arquitetura preparada, infraestrutura resiliente e indicadores claros para medir impacto no negócio. Sem esses pilares, iniciativas promissoras podem enfrentar limitações para crescer, gerar valor ou manter desempenho em ambientes cada vez mais complexos.

Pesquisas recentes mostram que, apesar do avanço da adoção da IA, muitas organizações ainda têm dificuldades para transformar a experimentação em retorno financeiro. O levantamento *The State of AI 2025*, da McKinsey, aponta que empresas continuam enfrentando desafios para escalar iniciativas de inteligência artificial e capturar valor de forma consistente. O cenário reforça que o sucesso da IA depende de uma combinação entre estratégia, tecnologia e capacidade operacional.

Um dos pontos críticos está na infraestrutura que sustenta essas iniciativas. Escalar uma operação digital não significa apenas suportar mais usuários ou volumes maiores de dados, mas garantir disponibilidade, desempenho e estabilidade à medida que a complexidade aumenta. Ambientes que não foram desenhados considerando princípios de resiliência, como redundância, mecanismos de recuperação, balanceamento de carga e observabilidade, ficam mais vulneráveis a falhas e têm maior dificuldade para responder rapidamente a incidentes.

“Estamos em um momento em que muitas empresas já entenderam o potencial da inteligência artificial, mas ainda precisam evoluir a forma como estruturam esses projetos. A IA não escala sozinha. Ela depende de uma arquitetura tecnológica preparada, com infraestrutura resiliente, dados organizados e capacidade de acompanhar o crescimento da operação. Sem essa base, a tecnologia pode se tornar limitada justamente quando começa a gerar mais valor para o negócio”, afirma Fábio Saggio, diretor de Parcerias e Negócios da Moov4.

Segundo o executivo, a resiliência deixou de ser uma questão exclusivamente técnica e passou a fazer parte da estratégia empresarial. “Empresas que estruturam bem sua arquitetura conseguem identificar problemas com mais rapidez, reduzir impactos e manter a continuidade da operação mesmo em cenários adversos. A infraestrutura deixa de ser apenas uma área de suporte e passa a ser um habilitador do crescimento, permitindo que a inovação aconteça com mais segurança, previsibilidade e eficiência”, destaca.

Para comentar os desafios das empresas em medir o retorno dos investimentos em inteligência artificial, a importância da arquitetura e da infraestrutura para escalar essas iniciativas e como transformar tecnologia em resultados concretos para o negócio, colocamos à disposição Fábio Saggio, diretor de Parcerias e Negócios da Moov4.


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CLÁUDIA REGINA CARNEVALLI
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