Inteligência emocional e IA podem abrir as portas do primeiro emprego para os jovens

No Dia Mundial das Habilidades dos Jovens, pesquisa da Catho revela as competências técnicas e comportamentais mais valorizadas pelas empresas

Por GIOVANNA ALVES
3 4 Min

Inteligência emocional e IA podem abrir as portas do primeiro emprego para os jovens
Banco de imagem/Freepik

Conquistar o primeiro emprego é um dos maiores desafios para os jovens brasileiros. No cenário atual do mercado de trabalho, dominar apenas o conteúdo aprendido na escola ou na faculdade já não é suficiente, visto que habilidades comportamentais e conhecimentos digitais passam a ter peso decisivo nos processos seletivos.

No Dia Mundial das Habilidades dos Jovens, celebrado em 15 de julho, a Catho, plataforma gratuita de empregos, destaca quais competências estão fazendo a diferença para quem deseja ingressar no mercado de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa de Tendências 2026 da empresa, que ouviu representantes de diversas empresas sobre as habilidades mais valorizadas nas contratações.

Entre as hard skills (habilidades técnicas), a Inteligência Artificial aparece na liderança, citada por 47,9% dos entrevistados. Em seguida estão raciocínio lógico e analítico (39,5%), análise de dados e Business Intelligence (32,2%), automação de processos (31%) e domínio do Pacote Office (25,7%). Segundo o levantamento, essas competências ajudam profissionais a otimizar tarefas e organizar informações, o que aumenta a produtividade das equipes.

As habilidades comportamentais também ganharam protagonismo. Inteligência emocional foi apontada por 61,7% das empresas como a soft skill mais importante, seguida por pensamento crítico e resolução de problemas (54,5%), adaptabilidade e flexibilidade (46,7%), criatividade e inovação (41,6%) e comunicação eficaz (38,2%). Essas competências ajudam jovens profissionais a lidar com desafios, trabalhar em equipe e responder rapidamente às mudanças do mercado. 

Para Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, detentora da Catho, desenvolver essas habilidades desde o início da carreira pode representar um diferencial importante para conquistar a primeira oportunidade. 

 

"Os jovens costumam acreditar que a experiência profissional é o principal fator de contratação, mas as empresas também observam o potencial de desenvolvimento. É importante demonstrar curiosidade para aprender, capacidade de adaptação, boa comunicação e familiaridade com ferramentas digitais; Isso faz a diferença mesmo para quem ainda está começando a carreira”, destaca Maeda. 

O executivo destaca que a inteligência artificial, por exemplo, não é mais uma habilidade exclusiva de profissionais de tecnologia, sendo uma competência transversal que tende a fazer parte da rotina de diferentes áreas. 

"Hoje, conhecer ferramentas de inteligência artificial e saber utilizá-las de forma responsável já representa uma vantagem competitiva. Ao mesmo tempo, quanto mais a tecnologia avança, mais as habilidades humanas ganham importância. Inteligência emocional e pensamento crítico são competências que continuam sendo decisivas e dificilmente serão substituídas pela automação”, afirma Fabio. 

De acordo com a pesquisa, o diferencial competitivo para as empresas está justamente na combinação entre conhecimento técnico e habilidades humanas. 

“Independentemente da área de atuação, as empresas buscam jovens dispostos a aprender e se adaptar às mudanças. Desenvolver habilidades técnicas e comportamentais desde o início da carreira é fundamental para aumentar a confiança dos candidatos e ampliar as chances de conquistar a primeira oportunidade visando crescer profissionalmente”, finaliza o porta-voz.


 

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GIOVANNA REBELO ALVES
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