Adolescentes da Fundação CASA sobem ao palco do Theatro São Pedro para celebrar 30 anos de parceria com o GURI
Atualmente, o programa atende mais de 1,2 mil adolescentes da Fundação CASA em todo o estado de São Paulo, em uma parceria iniciada em 1996
Marcelo Machado / Fundação CASA
Antes de subir ao palco do Theatro São Pedro, no centro da capital, adolescentes de unidades da Fundação CASA de diferentes regiões do estado passaram meses ensaiando arranjos próprios e composições autorais. Na tarde de 17 de junho, esse trabalho se transformou em espetáculo: o show "Vozes que Tecem Futuros" celebrou os 30 anos de parceria entre o GURI e a Fundação CASA, reunindo música, formação e protagonismo juvenil em um só palco.
O espetáculo reuniu, em um único palco, adolescentes de oito unidades da Fundação CASA, vindos de regiões como São Carlos, Campinas, Sorocaba, Araçatuba e Ribeirão Preto, além de três centros da capital paulista. Juntos, os grupos somaram apresentações de violão, canto coral e percussão, mostrando o alcance do GURI em diferentes pontos do estado.
Foto: Tiago Yasser / Fundação CASA
O repertório apresentado mostrou a diversidade musical construída ao longo dessas três décadas. Os adolescentes do CASA São Carlos abriram as apresentações com um medley de violões que uniu "Lua", de Marcelo Brazil, a "Eu Só Quero um Xodó", de Dominguinhos. Na sequência, foi a vez dos jovens do CASA Campinas, que emprestaram ao palco uma sonoridade mais contemporânea, com versões de "Dois Passos do Paraíso" e "Pescador de Ilusões", do Rappa. Em formação coral, os adolescentes do CASA Anita Garibaldi e do CASA Cerqueira César uniram baião e samba em uma só voz, com um pot-pourri de clássicos de Luiz Gonzaga e a leveza de "Mas Que Nada", de Jorge Benjor. Já os jovens do CASA Araçá subiram ao palco com composição autoral assinada por eles mesmos, intitulada "Diamante da Lama", seguida por "Anunciação", de Alceu Valença, prova de que esses adolescentes não apenas interpretam: também criam.
Encerrando a programação, os adolescentes do CASA Rio Pardo trouxeram o batuque autoral de "Batuque de Ribeirão", enquanto os jovens do CASA Topázio uniram cantos de matriz africana ao samba-enredo "Vai Brilhar". Foi então a vez dos adolescentes do CASA Rio Tâmisa, que apresentaram o samba-enredo inédito "Da Senzala ao Funk", criado em parceria com os educadores, antes de os jovens do CASA Chiquinha Gonzaga fecharem o espetáculo com "Yluynâ", composição percussiva também assinada pelos próprios estudantes. Violão, canto coral e percussão se uniram, assim, em torno de um mesmo propósito: dar voz à criatividade desses adolescentes.
Foto: Tiago Yasser / Fundação CASA
Desde sua criação, em 1996, o GURI já beneficiou mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens em todo o estado de São Paulo. No contexto da Fundação CASA, a parceria reforça o papel da música como ferramenta de desenvolvimento integral, fortalecendo vínculos, ampliando repertório cultural e estimulando habilidades como disciplina, escuta e expressão entre os adolescentes atendidos.
“Eu gosto muito de fazer percussão. É a minha segunda vez que eu faço. E toda vez que eu toco, eu sinto uma emoção muito grande, porque eu amo tocar. É uma coisa que, tipo, acalma a gente. Não só eu como as meninas também. E é muito incrível estar aqui mais uma vez, tocando. Adorei essa oportunidade”, comentou a adolescente Jessica [nome fictício], do CASA Chiquinha Gonzaga.
“Os 30 anos de parceria entre o GURI e a Fundação CASA reafirmam algo que vemos todos os dias: o poder transformador da música na vida dos adolescentes atendidos. No Theatro São Pedro, eles mostraram, mais uma vez, que são protagonistas da própria história. Essa é a essência da nossa parceria com o GURI e a Santa Marcelina Cultura, e vamos continuar trabalhando para que ela siga forte", afirma Oswaldo Caetano Junior, presidente interino da Fundação CASA.
Foto: Marcelo Machado / Fundação CASA Sobre a Fundação CASA A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em:
https://fundacaocasa.sp.gov.br/.
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TIAGO YASSER DOS SANTOS
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