Com bets legalizadas, Copa do Mundo 2026 deve acelerar investimentos em segurança digital

Mercado brasileiro de apostas entra em um novo ciclo de maior fiscalização, regulação e necessidade de transparência operacional, aponta especialista

Por NICOLLE GARCIA
2 5 Min

Com bets legalizadas, Copa do Mundo 2026 deve acelerar investimentos em segurança digital
Foto: Divulgação.

São Paulo, junho de 2026 - A Copa do Mundo de 2026 será o maior teste operacional já enfrentado pelo mercado brasileiro de apostas esportivas desde a regulamentação do setor, segundo especialistas. A expectativa é de crescimento no número de usuários ativos, aumento da recorrência de apostas em tempo real e recordes de tráfego simultâneo durante a competição, cenário que deve ampliar os investimentos em segurança digital.

O momento acontece em meio à consolidação de um mercado que já movimenta bilhões no país e no mundo. De acordo com o banco britânico Barclays, a expectativa é que a Copa do Mundo de 2026 movimente mais de US$ 35 bilhões em apostas esportivas, revelando um aumento de 65% em relação ao torneio realizado na Rússia, em 2018.

Além disso, dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, apontam que o mercado regulado de apostas online no Brasil atingiu cerca de R$ 37 bilhões de receita bruta em 2025, colocando o país entre os cinco maiores mercados globais do setor, expansão que também se reflete na base de usuários. No primeiro semestre de 2025, mais de 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas online, gerando R$ 17,4 bilhões em faturamento para as operadoras autorizadas. 

Segurança digital é estratégica para as plataformas

Com a regulamentação brasileira, mecanismos de validação de identidade se tornaram obrigatórios para o funcionamento das operações, incluindo, mas não se limitando a biometria facial, prova de vida, checagem de exposição política e inclusão em listas restritivas. 

“A Copa será um teste de escala para toda a infraestrutura tecnológica de autenticação, prevenção à fraude e validação de identidade do setor, porque grandes competições esportivas desafiam o comportamento operacional das plataformas digitais. O volume de acessos simultâneos cresce, aumenta a abertura de novas contas, há maior intensidade de transações em tempo real e, paralelamente, cresce também a pressão sobre mecanismos antifraude e prevenção ao uso indevido de identidade”, comenta Felipe Barroso, Diretor Comercial da Payface, empresa brasileira de infraestrutura de confiança digital especializada em autenticação biométrica, validação de identidade e prevenção à fraude digital.

Ainda de acordo com o especialista, o mercado brasileiro de apostas já ultrapassou a fase de expansão e entrou em um novo ciclo marcado por maior fiscalização, exigências regulatórias mais rígidas e crescente demanda por transparência operacional. Segundo ele, o mercado tem ampliado investimentos em tecnologias de monitoramento, autenticação de usuários, prevenção a fraudes e proteção de dados, além de adotar processos mais robustos de compliance e governança digital. “A regulamentação tem acelerado a adoção de ferramentas que reforçam a segurança das operações e ajudam a garantir maior confiabilidade para operadores, parceiros e usuários”, afirma Barroso. 

“O desafio será equilibrar performance, segurança e responsabilidade em um dos períodos de maior exposição do mercado de apostas esportivas no Brasil. A Copa de 2026 deve marcar um novo salto de crescimento para o setor e a consolidação da biometria facial como um dos pilares estruturais da segurança digital, se tornando um elemento central para a construção de um ambiente mais confiável, transparente e sustentável para operadores e usuários”, finaliza o especialista.

Sobre a Payface: 

A Payface é uma empresa brasileira de infraestrutura de confiança digital, criada para enfrentar um dos principais desafios da era da inteligência artificial: comprovar que há uma pessoa real do outro lado da tela. Fundada em 2018, em Florianópolis (SC), a Payface nasceu com o propósito de tornar a autenticação biométrica facial mais segura, fluida e aplicável a ambientes reais de alta complexidade. Ao longo dos últimos anos, a empresa evoluiu a partir de suas soluções de reconhecimento facial para pagamentos e ampliou sua atuação no mercado de prevenção a fraudes. Em 2024, lançou o Fortface, plataforma baseada em tecnologias proprietárias de inteligência artificial voltadas à biometria facial, detecção avançada de vivacidade (liveness) e acessibilidade digital. A solução conta com as certificações iBeta Level 1 e Level 2, reconhecidas internacionalmente na validação de tecnologias contra ataques de apresentação, incluindo deepfakes. Com isso, a Payface consolidou seu posicionamento como provedora de infraestrutura de confiança para grandes ecossistemas e serviços digitais. Atualmente, mais de 140 empresas, como Mottu, RPE e RecargaPay utilizam suas tecnologias para proteger jornadas digitais sensíveis sem comprometer a experiência do usuário.

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