Do Papel Picado de 1994 à Obra para Neymar

Diogo Leones fala à Revista K'Dea 360 sobre carreira, futebol, resiliência e a experiência de participar de um projeto ligado a Neymar Jr.

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Diogo Leones

Ao longo de mais de duas décadas de atuação na construção civil, Diogo Leones construiu uma trajetória marcada por projetos de relevância nacional, participando de obras que se tornaram referências em diferentes segmentos. Entre elas, o Museu do Amanhã, um dos mais emblemáticos espaços culturais do Brasil, além de empreendimentos corporativos, comerciais e residenciais que ajudaram a consolidar sua atuação no setor.

Recentemente, sua história ganhou mais um capítulo especial com a participação no projeto do hangar de Neymar Jr., um dos nomes mais importantes da história do futebol brasileiro e atual maior artilheiro da Seleção Brasileira.

Para além dos desafios técnicos e da responsabilidade profissional, a experiência despertou lembranças que remontam à infância, às Copas do Mundo, aos ídolos do futebol nacional e à paixão pelo esporte que acompanha milhões de brasileiros.

Por isso, a Revista K'Dea 360 convidou Diogo Leones para uma conversa sobre carreira, futebol e o significado de ver sua trajetória profissional cruzar o caminho de um atleta que marcou uma geração.

22223-180357.JPG Pergunta 1 Revista K'Dea 360:

Diogo, você já participou de projetos importantes ao longo da sua carreira. O que tornou a experiência de participar de um projeto ligado ao Neymar diferente das demais?

Diogo Leones:

Algumas obras nos marcam pela complexidade técnica. Outras pela dimensão do projeto. Mas existem aquelas que nos tocam também no campo pessoal. Para mim, participar de um projeto ligado ao Neymar tem esse significado. É um encontro entre a minha trajetória profissional e uma paixão que me acompanha desde a infância: o futebol.

Pergunta 2 Revista K'Dea 360:

O futebol sempre esteve presente na sua vida. Quais são as suas primeiras lembranças relacionadas ao esporte?

Diogo Leones:

Sem dúvida a Copa do Mundo de 1994. Eu era criança e lembro dos papéis picados, das ruas decoradas, da comemoração ao lado dos meus avós e daquela sensação de felicidade coletiva que tomou conta do país. São memórias que permanecem vivas até hoje.

Pergunta 3 Revista K'Dea 360:

E a Copa de 2002? Como você viveu aquele momento?   

Diogo Leones:

Já era uma realidade diferente. Eu era jovem e acordei cedo para assistir à final ao lado dos amigos. Lembro da expectativa antes da partida, da emoção durante o jogo e da comemoração depois do título. Foram momentos que marcaram toda uma geração.

Pergunta 4 Revista K'Dea 360:

Diogo, a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo aconteceu no Museu do Amanhã, um projeto emblemático da sua trajetória profissional. Como foi acompanhar aquele momento e, ao mesmo tempo, torcer pela presença de Neymar entre os convocados?

Diogo Leones:

Foi uma emoção difícil de explicar.

O Museu do Amanhã não é apenas uma obra no meu currículo. Ele representa um momento muito especial da minha vida profissional. Foi um dos primeiros grandes projetos da minha trajetória como empresário, um período em que eu estava construindo a minha empresa, assumindo riscos, acreditando em um sonho e tentando encontrar o meu espaço no mercado.

Dentro daquele projeto tive a responsabilidade de executar os cubos expositivos do Espaço Terra, desenvolvidos pelo cenógrafo Sérgio Marimba. Foi um desafio enorme. Eu era um empresário muito mais jovem, enfrentando uma obra de relevância nacional e entendendo, na prática, o tamanho da responsabilidade que é participar de algo que ficará para a história.

Por isso, quando vi a convocação da Seleção Brasileira acontecer naquele mesmo espaço, fui tomado por uma série de lembranças. Naquele instante não enxerguei apenas o Museu do Amanhã. Eu vi anos de trabalho, esforço, inseguranças, conquistas e tudo o que foi necessário para chegar até aqui.

E a emoção ficou ainda maior porque eu estava ali, como torcedor, aguardando ouvir o nome de Neymar entre os convocados.

Foi impossível não perceber a simbologia daquele momento.

De um lado estava uma obra que representou um dos pontapés iniciais da minha trajetória empresarial. Do outro, um projeto ligado a Neymar, realizado muitos anos depois, já em uma fase de consolidação da minha carreira.

Foi como se dois momentos muito importantes da minha história se encontrassem no mesmo lugar.

Quando me dei conta disso, confesso que fiquei emocionado. Porque, às vezes, estamos tão focados em trabalhar, cumprir prazos e superar desafios que não percebemos o quanto caminhamos.

Naquele momento eu percebi.

Percebi o caminho percorrido entre aquele empresário que sonhava em construir seu espaço e o profissional que, anos depois, teria a honra de participar de um projeto ligado a um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro.

hnjr-2.jpg-181411.webp Pergunta 5 Revista K'Dea 360:

Ao longo das décadas, o futebol brasileiro produziu grandes ídolos. Onde Neymar se encaixa nessa história?

Diogo Leones:

Cada geração teve seus representantes. Pelé, Garrincha, Tostão, Gérson, Rivellino, Jairzinho, Zico, Roberto Dinamite, Falcão, Romário, Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Todos marcaram seu tempo. Neymar também construiu seu espaço nessa galeria. Hoje ele é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, um feito que demonstra a dimensão da sua trajetória e da sua contribuição para o futebol nacional.

Pergunta 6 Revista K'Dea 360:

Além da emoção da convocação em si, houve algo naquele momento que fez você enxergar Neymar sob uma perspectiva diferente da maioria dos torcedores?

Diogo Leones:

Existe, sem dúvida.

O torcedor normalmente enxerga o atleta dentro de campo, os gols, as vitórias, os títulos e os resultados. Já o profissional acaba observando outras características que muitas vezes passam despercebidas.

Recentemente, um momento me chamou muito a atenção. Após a confirmação da convocação para a Seleção Brasileira, uma das primeiras pessoas que Neymar procurou para abraçar foi seu fisioterapeuta. Pode parecer um gesto simples, mas para quem lidera equipes e trabalha diariamente com pessoas, aquilo tem um significado enorme.

Ali eu não vi apenas o jogador. Vi alguém que reconhece o esforço coletivo, que valoriza os profissionais que caminham ao seu lado e que entende que nenhuma grande conquista é construída sozinho.

Isso gera admiração.

Também existe outro aspecto que observo como profissional. Ao longo da carreira, todos nós enfrentamos críticas, julgamentos e situações que nem sempre refletem a realidade do nosso trabalho. Em proporções completamente diferentes, Neymar convive há anos com um nível de pressão que poucos atletas na história do esporte brasileiro suportaram.

Independentemente das opiniões que possam existir, é impossível ignorar a capacidade que ele tem de continuar se preparando, retornando, se reinventando e entregando resultados mesmo carregando expectativas que talvez nenhum outro atleta brasileiro da atualidade precise suportar.

Como torcedor, admiro o jogador.

Como profissional, admiro a liderança, a resiliência e a forma como ele reconhece a importância das pessoas que fazem parte da sua trajetória.

Talvez seja justamente essa combinação que explique por que ele se tornou uma referência para tantas pessoas dentro e fora dos gramados.

Pergunta 7 Revista K'Dea 360:

Você acredita que essa experiência possui um significado simbólico dentro da sua trajetória?

Diogo Leones:

Sem dúvida.

Na verdade, acredito que essa experiência acabou me fazendo refletir muito mais sobre a jornada do que sobre a conquista em si.

Quando olhamos para Neymar, muita gente ainda enxerga o menino do Santos, o jogador talentoso que encantava o Brasil com dribles, gols e atuações memoráveis. Mas o que vejo hoje é um homem que passou por lesões, críticas, cobranças, expectativas e desafios que poucos atletas precisaram enfrentar ao longo da carreira.

E, mesmo assim, continua de pé.

Como empresário, isso me toca de uma forma muito particular.

Porque empreender também é conviver diariamente com desafios, com momentos de incerteza, com a necessidade constante de provar valor, conquistar espaço, se reinventar e seguir em frente mesmo quando existem dúvidas, críticas ou até descrédito por parte de quem está ao redor.

Muitas vezes as pessoas enxergam apenas o resultado final. Não enxergam as noites sem dormir, as preocupações, os riscos assumidos, os erros corrigidos e a responsabilidade de manter uma estrutura funcionando, garantir o futuro da empresa, dos colaboradores, dos fornecedores e de todas as famílias que dependem daquele trabalho.

Por isso, quando vejo a trajetória de Neymar neste momento da carreira, enxergo algo que vai além do futebol.

Vejo resiliência.

Uma resiliência física, porque o corpo foi exigido ao limite. Mas principalmente uma resiliência emocional, psicológica e humana.

Talvez seja justamente isso que tenha tornado aquele momento no Museu do Amanhã tão marcante para mim.

Porque, de certa forma, ali se encontravam duas versões de uma mesma história.

O Museu do Amanhã me faz lembrar o jovem empresário que sonhava em construir seu espaço e lutava para mostrar seu valor. Já o projeto ligado ao Neymar representa uma fase de maior maturidade, resultado de anos de trabalho, aprendizado e perseverança.

Enquanto assistia à convocação, me peguei pensando justamente nisso: no caminho percorrido entre aquele jovem que começava sua trajetória e o profissional que sou hoje.

Assim como milhões de brasileiros torcem para que Neymar alcance seu objetivo de conquistar uma Copa do Mundo, cada um de nós também possui as suas próprias Copas do Mundo pessoais. São os sonhos, os projetos, os desafios e as metas que nos fazem continuar caminhando.

E talvez a maior lição seja justamente essa: seguir em frente, mesmo quando o caminho não é fácil.

Porque é a resiliência que transforma potencial em legado.

Pergunta 8 Revista K'Dea 360:

Enquanto esta entrevista é publicada, a Seleção Brasileira inicia mais uma caminhada em busca do título mundial. Como você vive esse momento?

Diogo Leones:

Com a mesma emoção de sempre. O tempo muda muitas coisas, mas algumas permanecem iguais. A paixão pelo futebol é uma delas.

Hoje volto a sentir aquela expectativa que me acompanhava quando era criança. Talvez com mais experiência de vida, mais responsabilidades e uma visão diferente sobre o mundo, mas com o mesmo desejo de ver a Seleção Brasileira conquistar grandes feitos.

E, naturalmente, continuo torcendo pelo Neymar. Não apenas pelo atleta extraordinário que é, mas porque sua trajetória se tornou parte da história do futebol brasileiro e da memória de toda uma geração.

Pergunta 9 Revista K'Dea 360:

Qual é o principal sentimento que você leva dessa experiência?

Diogo Leones:

Gratidão.

Gratidão pela carreira construída, pelos desafios superados, pelas pessoas que estiveram ao meu lado e pelas oportunidades que surgiram ao longo do caminho.

Quando olho para trás, vejo o menino que comemorou a Copa de 1994 jogando papel picado ao lado dos avós. Vejo o jovem que acordou cedo para assistir à final de 2002 com os amigos. E vejo também o profissional que dedicou a vida à construção civil, acreditando que o trabalho sério sempre abre portas.

Talvez por isso essa experiência tenha sido tão marcante.

Porque ela me permitiu enxergar, ao mesmo tempo, de onde eu vim e até onde consegui chegar.

Quando olho para tudo isso, percebo que a vida é feita de ciclos. O menino que comemorou a Copa de 1994 ao lado dos avós jamais imaginaria que um dia participaria de projetos como o Museu do Amanhã, o hangar de Neymar Jr. ou ajudaria a construir empresas e marcas que alcançariam milhões de pessoas.

Por isso, o sentimento é gratidão.

Gratidão pelas oportunidades, pelas pessoas que fizeram parte dessa caminhada e pela certeza de que vale a pena continuar acreditando nos sonhos, mesmo quando o caminho parece difícil.

Porque, no final, são as histórias que construímos ao longo da jornada que dão sentido às conquistas.

Diogo Leones
Diretor de Engenharia – K'Dea Construtora

FONTE: revistakdea360.com.br