O mercado global de procedimentos estéticos injetáveis deve movimentar cerca de US$ 27 bilhões até 2028, impulsionado pela busca por resultados naturais e preventivos, segundo dados da consultoria internacional MarketsandMarkets. Esse crescimento reflete uma mudança profunda no comportamento de consumo, especialmente entre o público feminino acima dos 40 anos. Em vez de paralisar músculos ou preencher volumes de forma artificial, a tendência atual foca na regeneração celular. Tecnologias que estimulam o próprio organismo a produzir colágeno e elastina estão transformando os consultórios e adiando, ou até mesmo eliminando, a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas como o lifting facial.
Quem acompanha o dia a dia dos consultórios percebe que a ciência mudou o foco do tratamento sintomático para a reprogramação celular. À frente desse movimento, a biomédica esteta Daniele Formiga, CEO da clínica My Body, explica que a combinação de bioestimuladores de colágeno com peptídeos sintéticos,moléculas que funcionam como mensageiras, ordenando que as células voltem a trabalhar como antes, representa o ápice dessa evolução. O tratamento não busca criar uma beleza padronizada, mas sim devolver a firmeza estrutural que a pele perde naturalmente com o passar dos anos.
"O grande diferencial dessa nova era é que não estamos injetando um produto para fazer volume, mas sim entregando um comando para o corpo se regenerar. Quando associamos os bioestimuladores aos peptídeos, conseguimos uma sinergia perfeita. É como se acendesse novamente a fábrica de colágeno da paciente, de forma limpa e segura", afirma a especialista.
Essa abordagem terapêutica tem atraído principalmente mulheres que atingiram a maturidade e não se identificam com os excessos dos preenchimentos tradicionais. A perda de sustentação facial, que costuma se acentuar após a menopausa devido à queda hormonal, passa a ser tratada de dentro para fora. O resultado se manifesta em uma derme mais densa, com viço e elasticidade, sem alterar as feições originais ou a expressividade do rosto.
De acordo com a fundadora da My Body, o segredo do sucesso desses protocolos está na personalização e na constância, uma vez que o estímulo celular é progressivo e os resultados se consolidam ao longo dos meses. "As mulheres de 40 ou 50 anos de hoje querem envelhecer com saúde, elegância e autonomia. Elas não querem parecer que têm 20 anos, mas sim exibir a melhor versão da idade atual, mantendo a identidade e a saúde do tecido cutâneo", pontua.
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Fonte: Dra. Daniele Formiga - Biomédica esteta - CEO da My Body - atua na área da estética há mais de 10 anos e possui certificações internacionais em harmonização e especialização em injetáveis, com formações na Coreia do Sul e em Harvard.
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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