CORRENTEZA: Espetáculo de dança vertical gratuito transforma as paredes do Sesi Taubaté em rio, dia 12 de junho, às 18h30 e às 20h

Depois, o espetáculo seguirá para Ribeirão Preto, Franca e São Carlos

Por MARIO CAMELO - PRISMA COLAB
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CORRENTEZA: Espetáculo de dança vertical gratuito transforma as paredes do Sesi Taubaté em rio, dia 12 de
Foto: Priscila Prade

Imagine dançarinos descendo as paredes de um prédio. Não como alpinistas, mas como água correndo. Isso é “Correnteza”, um espetáculo de dança vertical que transformará a fachada do Sesi Taubaté em palco, no dia 12 de junho, sexta, em duas sessões gratuitas: 18h30 e 20h. Unindo coreografia, rapel, videomapping e poesia num único fluxo, “Correnteza” apresenta os corpos nem no chão e nem no ar, mas sim na parede, em queda contínua, como os rios que não param de fluir. 

O espetáculo estreou no Sesc Pompeia e seguirá para mais apresentações em São Paulo nos próximos meses: em Ribeirão Preto, Franca e Alumínio. A concepção e direção são de Kiko Rieser e a coreografia de Lauanda Varone e Paula Spinelli. Compõem o elenco de artistas verticais Dora Cestari, Gabriela Bagno, Julia Foti, Lauanda Varone, Paola Higa, Paula Spinelli e Rodolfo Ruscheinsky. 

A concepção de Correnteza

Estabelecendo uma narrativa visual sobre a síntese entre os fluxos da natureza, da vida humana e da metrópole, o projeto CORRENTEZA usa a verticalidade dos edifícios para converter concreto em corrente líquida e artistas aéreos em seres que não param. Com isso, levanta-se a reflexão: quais fluxos nos levam sem que nem percebamos?

Essa proposição só é possível unindo várias linguagens. CORRENTEZA é um projeto híbrido de performance vertical, confluindo as linguagens da dança vertical – que por si só já é uma sobreposição da dança com a técnica do rapel – com o videomapping, a arquitetura urbana, a dramaturgia e a poesia. 

"Correnteza nasce do desejo de fazer o espectador perder o chão - literalmente. Quando o palco é uma parede, tudo o que você conhece sobre dança precisa ser revisitado", afirma o diretor e idealizador Kiko Rieser.

As coreografias são executadas fora do palco e fora do plano horizontal, assim, a técnica vertical permite deslocar o palco do artista e, consequentemente, o ângulo do espectador, gerando estranhamento e fascínio: corpos flutuantes descendo ininterruptamente um prédio que já traz a ideia da metrópole.

As apresentações são realizadas pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 27/2024 - Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais.

SINOPSE: Correnteza é um fluxo que corre forte e contínuo. Nos rios, veias, mares. Na seiva das plantas. Nas ruas e avenidas da metrópole. No nosso sangue, enquanto estivermos vivos. Nada para. O tempo nunca para de correr. O fluxo nunca para. Estabelecendo uma narrativa visual sobre essa síntese entre os fluxos da natureza, da vida humana e da metrópole, o projeto CORRENTEZA utiliza a verticalidade para converter concreto em corrente líquida e artistas aéreos em seres que não param. Com isso, levanta-se a reflexão: quais fluxos nos levam sem que nem percebamos?


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MARIO LUIZ DE SOUZA CAMELO
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