Parques e CEUs da região metropolitana de São Paulo recebem apresentações gratuitas de Água Doce, peça premiada da Cia da Tribo
Com 30 anos de trajetória, o grupo circula por parques e CEUs da capital utilizando bonecos gigantes unindo cultura , educação e meio ambiente em apresentações gratuitas
Arô Ribeiro e Bruno Pucci
Após dar o pontapé inicial em fevereiro, a premiada peça Água Doce, da Cia da Tribo, segue agora para a reta final de apresentações gratuitas para toda a família nas zonas Norte, Leste e Oeste da Região Metropolitana de São Paulo ao longo do mês de junho, com uma reflexão poética sobre os rios soterrados pela urbanização. As sessões nos parques são abertas ao público em geral e nos CEUs são dirigidas aos alunos da instituição.
Criada em 2018, a obra tem trajetória de sucesso: Melhor Espetáculo de Rua pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade. A companhia circulou por todo o Brasil, realizando aproximadamente 180 apresentações ao longo desses oito anos. ÁGUA DOCE conta a história do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. O espetáculo trata da relação do homem com a água doce, a partir de quatro personagens – Iara, Abaré, Cacira e Xirú – que se aventuram para proteger os rios. A dupla de diretores grupo dos diretores Milene Perez (atriz, artista educadora, autora, figurinista e produtora teatral ) e Wanderley Piras (ator, autor, artista educador e bonequeiro ) recorre a figuras da Cultura Popular brasileira para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés. “Com este trabalho nós lançamos um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências históricas e culturais na identidade da cidade ”, afirmam Milene e Wanderley. Segundo Milene, o processo de criação da peça ganhou força a partir de uma experiência em sala de aula. Ao realizar uma aula de artes com crianças em um parque, escutaram um aluno dizendo estar ouvindo o som de água corrente. A professora levantou uma tampa de bueiro e descobriram, junto com à turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes”, conta a diretora. A partir desse fato, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras da cultura popular brasileira como Iara, a Mãe do Rio, Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre”, diz Milene. Os artistas da Cia do Tribo fazem uso da linguagem poética para que o público perceba as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é Iara, que exilada na pororoca (o encontro das correntes de um rio com as águas oceânicas) observa como a inveja e a ganância, podem fazer mal à natureza, matando os peixes e secando os rios. “São muitos os rios e córregos soterrados e retificados na cidade, como Anhangabaú, Ipiranga, Tamanduateí, entre outros”, contam Milene e Wanderley. “São rios caudalosos colocados em canos”, afirmam. Os artistas complementam que o processo de retificação é muito agressivo, pois os cursos dos rios são muito sinuosos e, para que eles cumpram uma rota específica, tiveram as margens cimentadas ou foram encanados, a partir de uma justificativa de erguimento da cidade. Sinopse A peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros. Sobre a Cia da Tribo Fundada pelos artistas Milene Perez e Wanderley Piras, iniciou em 1996 o seu trabalho de pesquisa em teatro baseado num profundo mergulho na cultura popular. A sua linguagem cênica foi desenvolvida por meio do estudo de tradições populares, personalidades e corporeidades brasileiras. Histórias, músicas, danças e bonecos criados pelo povo em diversas regiões do país são investigados, apreendidos, recriados e trazidos à cena, construindo assim, uma teatralidade brasileira. A Cia da Tribo é um grupo urbano, nascido numa megalópole é influenciado pela cultura popular, a contemporaneidade e o diálogo entre elas. Para ela, o regional e o urbano, bem como o passado e o presente, se encontram, atualizam memórias e transformam as possibilidades desse fazer artístico sempre numa relação de respeito e de profundo reconhecimento com as culturas dos povos originários Nesses 30 anos de existência, o grupo tem 16 espetáculos em seu repertório, entre eles Dois corações e quatro segredos, que refaz a viagem de Mário de Andrade pelo interior do Brasil; Pé de Vento, inspirado nos poemas de Manoel de Barros; Zabumba, baseado na festa do Bumba-meu-Boi; Quixote Caboclo, inspirado nos poemas de Patativa do Assaré; entre outras montagens que conquistaram o público e crítica com suas releituras da cultura popular, trazendo este universo para a contemporaneidade. Entre os prêmios conquistados pela Cia da Tribo, figuram o Prêmio Coca Cola Femsa de Melhor Diretor e Figurino por Dois Corações e Quatro Segredos, os Prêmios APCA e Mambembe de Melhor Atriz por Zabumba, além da indicação ao Prêmio Mambembe por Romance, entre outros. Ficha Técnica Texto e Direção: Milene Perez e Wanderley Piras.
Atuação: Alef Barros, Geovana Oliveira, Rafael Pira, Roberta Viana, Sora Sena e Wando Piras. Bonecos: Adriano Castelo Branco.
Fotografia: Arô Ribeiro e Bruno Pucci
Trilha sonora: Rogério Almeida. Operação de som: Alexander Nishiyama e Diogo Vieira. Contrarregra: Gabriel Bueno e Marcelo Tonini.
Assistente de Produção : Rafael Pira Produção: Cia da Tribo
Contato para entrevistas: Wanderley Piras / Cel. 11 99951-3427 Serviço ÁGUA DOCE Cia da Tribo
Livre | 50 minutos Produção Executiva e Redes Sociais Cia da Tribo Geovana de Oliveira Contatos: (11) 98320-819
Site: www.ciadatribo.com.br | Facebook: www.facebook.com/CIADATRIBO
YouTube: www.youtube.com/CIADATRIBO_teatro | Instagram: www.instagram.com/ciadatribo JUNHO 10 de junho, às 10h e 14h. CEU Tiquatira Av. Condessa Elizabeth de Robiano, 5280 - Vila Moreira (Penha) – SP 11 de junho, às 10h e 14h CEU Parque do Carmo Rua Gaspar da Silva, 240 - Parque do Carmo – SP 14 de junho, às 16h. Parque do Carmo – aberta ao público. Avenida Afonso de Sampaio e Sousa, 951 - Itaquera – SP 19 de junho, às 10h e 14h. CEU Taipas Rua João Amado Coutinho, 240 - Conjunto Residencial Elísio Teixeira Leite (Jaraguá) – SP 20 de junho, às 16h. Parque Herculano – aberta ao público. Estrada da Riviera, 2282 - Jardim Herculano – SP 21 de junho, às 16h. Parque Sena – aberta ao público. Cruzamento da Rua Sena com a Rua Panorama, 349 - Jaçanã/Tremembé – SP 26 de junho, às 10h e 14h. CEU Pêra Marmelo Rua Pêra-Marmelo, 226 - Jardim Santa Lucrecia/Jaraguá – SP 28 de junho, às 16h. Parque Senhor do Vale – aberta ao público. Rua Blas Parera, 487 - Parque Nações Unidas/Jaraguá - SP Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MAURICIO ANTUNES BARREIRA
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