Durante o outono é comum observar um aumento significativo dos quadros de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas e o ar mais seco, que são característicos da estação, afetam os mecanismos naturais de defesa do organismo, com destaque para o nariz, a principal porta de entrada do sistema respiratório. Nesse cenário, aumentam os casos de resfriado e gripe (influenza) e há uma piora de doenças crônicas, como rinite alérgica e asma.
Segundo a Dra. Debora Fridman, otorrinolaringologista do Hospital São José, de forma geral, o nariz possui barreiras protetoras altamente eficientes. O muco nasal captura partículas de poeira, vírus e bactérias antes que elas alcancem as vias respiratórias inferiores, funcionando como uma espécie de “cola biológica” e os cílios (estruturas microscópicas presentes na mucosa nasal) agem com movimentos coordenados para expulsar essas impurezas para fora. No entanto, esses dois mecanismos são afetados pelo ressecamento do ar, que reduz a mobilidade dos cílios e torna o muco mais espesso e menos eficaz. Em paralelo, no clima mais frio, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, favorecendo a circulação e transmissão de vírus e bactérias.
De acordo com a médica do Hospital São José, para reduzir o risco de infecções respiratórias, é necessário:
“Durante uma gripe ou resfriado, evite a automedicação, capaz de mascarar sintomas ou agravar quadros clínicos. A lavagem nasal não deve ser feita com água da torneira e chuveiro pelo risco de contaminação. O uso de mel é muito eficaz para melhora da tosse, mas crianças menores de 1 ano de idade não podem ingerir mel pelo risco de complicações”, orienta a Dra. Débora.
Existem sinais de alerta que podem estar relacionados com complicação do quadro inicial, dentre eles destacam-se respiração rápida ou dificuldade para respirar, febre alta ou persistente por mais de 72 horas, chiado no peito, piora progressiva dos sintomas, lábios arroxeados, dor no peito ao respirar e confusão mental. Caso apresente um desses sintomas a orientação é procurar atendimento médico. Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam ter atenção redobrada durante as infecções.
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CAMILA RIBEIRO PARREIRA
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