“Três Mulheres Altas” chega a Goiânia com Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
O espetáculo será apresentado no Teatro Madre Esperança Garrido, nos dias 09 e 10 de Maio
Jeif Karaf
O espetáculo “Três Mulheres Altas” desembarca em Goiânia para duas apresentações imperdíveis nos dias 9 e 10 de maio, no Teatro Madre Esperança Garrido, após percorrer mais de 24 cidades e ser assistido por um público superior a 90 mil pessoas. A apresentação é protagonizada por três gerações de atrizes consagradas, Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre. A montagem, dirigida por Fernando Philbert, é um dos maiores fenômenos do teatro brasileiro contemporâneo, completando cinco anos em cartaz com aclamação da crítica e público.
A peça propõe um exercício fascinante de espelhamento e memória. Em cena, três mulheres são identificadas apenas por letras, representando diferentes fases da vida: A (Ana Rosa), aos 92 anos; B (Helena Ranaldi), em sua maturidade; e C (Fernanda Nobre), no auge da juventude. O que se inicia como uma dinâmica de cuidadora, advogada e cliente, rapidamente se transforma em um embate filosófico e existencial. À medida que o espetáculo avança, o público percebe que as três personagens são, na verdade, a mesma mulher em diferentes tempos, confrontando suas escolhas, seus arrependimentos e as ironias do destino.
A trajetória de um clássico premiado
Escrita pelo norte-americano Edward Albee (1928-2016) no início da década de 90, “Três Mulheres Altas” é considerada uma das obras mais pessoais e brilhantes do autor. O texto rendeu a Albee o seu terceiro Prêmio Pulitzer, consolidando-o como o mestre do "teatro do absurdo" e um observador implacável da psique humana. Albee escreveu a peça como uma tentativa de compreender a própria mãe adotiva, com quem teve uma relação turbulenta, resultando em uma dramaturgia que equilibra a comédia mordaz com uma densidade dramática raramente vista.
Na montagem brasileira, o diretor Fernando Philbert optou por valorizar a palavra e o trabalho de interpretação. O cenário de Natalia Lana e a iluminação de Vilmar Olos criam uma atmosfera que transita entre o realismo de um quarto de idosa e o onírico de um espaço mental, onde o passado e o futuro se tocam. A presença de Ana Rosa, uma das maiores veteranas da nossa teledramaturgia e do teatro, traz o peso necessário para a personagem A, enquanto Helena Ranaldi e Fernanda Nobre entregam performances que dão voz às angústias e sonhos das fases que a precedem.
O espetáculo é uma reflexão universal sobre o envelhecimento e a finitude. Albee não poupa a plateia da dureza da velhice, mas o faz com uma elegância literária que transforma o desconforto em autoconhecimento. Ver essas três mulheres altas em cena, altas não apenas em estatura, mas em força e relevância, é um convite para que o espectador também faça o seu próprio acerto de contas com o tempo.
Sobre o Circuito Cultural Bradesco Seguros
Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Concerto para Dois”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.
Sobre Edward Albee
Edward Albee morreu em 2016 aos 88 anos e deixou um imenso legado para o teatro americano com suas 25 peças encenadas e publicadas. Autor de clássicos como ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’, ‘Zoo Story’, ‘Equilíbrio Delicado’ e ‘Três Mulheres Altas’, ele recebeu três vezes o Prêmio Pulitzer. Seus textos são marcados por um olhar sarcástico e por uma crítica intensa às convenções e hipocrisias da sociedade tradicional.
Nascido em 1928, ele foi adotado por Reed e Frances Albee, um casal de milionários dono de uma cadeia de teatros na época. Ele cresceu em um bairro de classe média alta cercado dos tipos que iria retratar em seus espetáculos anos mais tarde. Em torno dos 20 anos, sai da casa dos pais definitivamente para viver em Nova York e inicia a sua produção literária.
Em 1957, ao escrever ‘The Zoo Story’, peça de um ato que ecoava o teatro de Samuel Beckett, Jean Genet e Harold Pinter, Albee encontra a consagração inicial de sua exitosa carreira teatral. Em 1962, estreia ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf’, que o levaria ao auge da fama.
Nos anos 90, ‘Três Mulheres Altas’ marca seu retorno ao centro das atenções do cenário teatral nesta que é talvez a mais pessoal e autobiográfica de suas peças.
“A estreia mundial de “Três Mulheres Altas” aconteceu no Teatro Inglês de Viena, Franz Schafranek, Produtor, junho de 1991.
A primeira produção americana foi da River Arts, Woodstock, Nova York, Lawrence Sacharow, diretor de teatro.
A peça teve sua estreia em Nova York no Vineyard Theatre. Elizabeth I. McCann, Jeffrey Ash, Daryl Roth em associação com Leavitt/Fox/Mages apresentaram a produção do Teatro Vineyard no setor Off-Broadway no Teattro Promenade em Nova York.
FICHA TÉCNICA - TRÊS MULHERES ALTAS
Direção: Fernando Philbert
Com: Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
Tradução: Gustavo Pinheiro
Direção de Produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles
Produtora Executiva: Clarice Coelho e Deivid Andrade
Direção de Produção e Administração: Deivid Andrade
Participação Especial: João Sena
Desenho de Luz: Vilmar Olos
Cenografia: Natália Lana
Trilha Sonora: Maíra Freitas
Figurino e Visagismo: Tiago Ribeiro
Assistência de Direção: João Sena
Fotos: Pino Gomes
Criação da Arte: Nós Comunicação
Vídeos: Stone Art Films
Assistente de Interpretação: Narjára Turetta
Cenógrafa Assistente: Marieta Spada
Assistente de Cenografia: Malu Guimarães
Cenotécnico: André Salles e equipe
Costura de Cenário: Nice Tramontin
Produção de Arte: Natália Lana
Efeitos Especiais: Mona Magalhães / Carlos Alberto Nunes
Costura: Ateliê das Meninas
Beleza: Cinthia Rocha
Peruqueira: Emi Sato
Assistentes de Beleza: Deborah Zisman e Blackjess
Técnico de Som: Fernando De Arruda
Técnico de Luz: Vinicius Soares
Diretor de Palco: Lucia Martiusso
Camareira: Silvia Oliveira
Motion Design: Alana Karralrey
Assessoria de Imprensa local: FatoMais Comunicação
Designer Gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias
Gestão de Mídia Social: Luis Mousinho
Gestão de Comunicação: Bárbara Kuster
Gestão de Tráfego: Válvula Marketing
Gestão Administrativa: Deivid Andrade
Intérprete de Libras:
Coordenação Administrativa: Vianapole Arte e Comunicação
Assistente de Produção: Guilherme Balestrero
Assessoria Jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia
Assessoria Contábil ES: Gavacon Contabilidade
Assessoria Contábil SP: Real Time Contabilidade
Apresentado por: Ministério da Cultura e Bradesco Seguros
Produção: WB Produções
Realização: Arte Estúdio Entretenimento
SERVIÇO:
Três Mulheres Altas, de Edward Albee
Com Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
Dias: 09 e 10 de Maio
Horário: Sábado às 20h e Domingo às 17h
Local: Teatro Madre Esperança Garrido
Endereço: Av. Contorno, qd 101 e 63 - Goiânia/GO
INGRESSOS:
PLATÉIA INFERIOR A: R$ 250,00 (inteira) / R$ 125,00 (meia entrada)
PLATÉIA INFERIOR B: R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia entrada)
PLATÉIA SUPERIOR: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia entrada)
VENDAS ON-LINE: https://bileto.sympla.com.br/event/115582
FORMAS DE PAGAMENTO ACEITAS NA BILHETERIA: Aceitamos todos os cartões de crédito e débito. Não aceitamos cheques e dinheiro.
Importante: Verifique se a localização do seu app está na cidade/estado do espetáculo.
MAIS INFORMAÇÕES:
Gênero: Comédia Dramática
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 100 minutos
ACESSIBILIDADE:
O Teatro Madre Esperança Garrido possui acessibilidade para PCD e espaços adequados no ambiente do teatro. Teremos intérprete de libras em todas as apresentações.
O programa do espetáculo será disponibilizado em Braile
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