A retomada da agenda de infraestrutura no Brasil recolocou a saúde no centro do debate sobre capacidade de investimento e eficiência de execução. Tradicionalmente dependente de obras hospitalares convencionais, com cronogramas extensos e alto risco de atrasos, o setor passa a avaliar modelos construtivos modulares como alternativa para reduzir tempo de entrega e mitigar incertezas orçamentárias.
Na construção tradicional, o ciclo entre projeto executivo, licenciamento, licitação e execução pode se estender por anos, exigindo grande volume de investimento concentrado no início da obra. No modelo modular, a fabricação das estruturas ocorre em ambiente industrial simultaneamente à preparação do terreno, reduzindo o prazo total de implantação e aumentando a previsibilidade do cronograma.
A Kure, empresa com duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções móveis e modulares de saúde, já produziu mais de 180 unidades assistenciais, responsáveis por mais de 5 milhões de atendimentos em 73 cidades brasileiras. A experiência operacional levou à ampliação da atuação em arquitetura hospitalar fixa e modular, incluindo concepção técnica, engenharia e integração tecnológica.
Segundo Iseli Yoshimoto Reis, CEO da Kure, o modelo modular altera a lógica de investimento em infraestrutura hospitalar. “Em vez de concentrar todo o investimento em uma única obra de longa duração, é possível implantar módulos em fases, conforme evolução da demanda e disponibilidade orçamentária. Isso reduz a exposição a risco de execução e permite maior controle financeiro”, afirma.
Além da previsibilidade de prazo, o modelo modular permite reconfiguração de layouts e ampliação gradual da capacidade instalada. Em cenários de crescimento populacional ou reorganização da rede assistencial, novos módulos podem ser incorporados sem interrupção integral das operações.
O debate ganha relevância no contexto de restrição fiscal e aumento de eventos climáticos extremos, que frequentemente comprometem unidades fixas. A capacidade de reposição ou expansão rápida da infraestrutura passa a integrar a discussão sobre resiliência da rede pública.
Outro ponto técnico citado pela executiva é a padronização construtiva. A produção industrializada permite maior controle de qualidade, redução de desperdício de materiais e eficiência logística, fatores que impactam diretamente o custo global do projeto. “O hospital modular não substitui integralmente o modelo convencional, mas amplia o leque de soluções para o gestor público. Ele permite respostas mais rápidas e projetos escaláveis, com integração tecnológica desde a concepção”, diz Iseli.
A discussão dialoga com a agenda de modernização da administração pública e com a busca por modelos de contratação que reduzam riscos de atraso e sobrecustos, problemas historicamente associados a grandes obras. “Se o cronograma de entrega não acompanha a necessidade assistencial, o investimento perde efetividade. O modelo modular permite aproximar decisão e operação”, conclui Iseli.
SOBRE A FLEXIMEDICAL - KURE:
A Fleximedical surgiu em 2005, incubada no Cietec da USP (FAPESP - PIPE I e PIPE II). Dois anos depois, foi lançado o primeiro projeto de atendimento móvel: a Carreta da Saúde. Em 2009, a empresa recebeu o Prêmio Finep de Tecnologia Social, reconhecimento nacional de sua contribuição à área.
Ao longo dos anos, a empresa passou por acelerações, inovações e recebeu diversas premiações. Em 2023, participou da Ação contra a Catástrofe em São Sebastião (SP) e, em 2024, lançou o Novo Conselho Deliberativo e novo Processo de Governança/ Enfrentamento de desastre climático no Rio Grande do Sul.
Com o lançamento recente, a Kure amplia seu portfólio com iniciativas em “assistência social”, “meio ambiente (saneamento básico, tratamento de água)”, “educação (escolas itinerantes, capacitação profissional)” e “habitação”. Além disso, passa a se concentrar também em “segurança alimentar e nutricional”, “geração de renda e emprego”, “direitos humanos” e “cultura e lazer”.
O nome Kure é uma homenagem ao fundador Roberto Kikawa e também remete ao verbo “curar”. Seu logotipo traz uma cruz estilizada que representa conexão e transformação, enquanto as cores e tipografia se propõem a transmitir modernidade e acessibilidade.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
DANILO BEGO FARIAS
[email protected]