Por que o abdômen "artificial" das famosas virou arrependimento? Entenda a tendência dos corpos naturais na cirurgia plástica.

Fugindo dos resultados exagerados e das "barrigas de tartaruga", a Dra. Maíra Amábile aposta na definição muscular real, que respeita às linhas naturais do corpo e evita o visual "operado".

Por Bendita Letra
8 3 Min

Dra. Maíra Amabile


O Brasil ocupa, há anos, o topo do ranking global de cirurgias plásticas. Segundo dados de 2024 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o país lidera o volume de procedimentos estéticos, com milhões de cirurgias realizadas anualmente. Entre as técnicas mais procuradas, a lipoaspiração mantém o protagonismo, impulsionada recentemente pela popularização da alta definição abdominal.
No entanto, o padrão de abdômen “hipermarcado” - que se tornou um símbolo de disciplina nas redes sociais - começa a enfrentar uma onda de revisões críticas: o que antes era desejo, hoje, para muitas pacientes, tornou-se motivo de arrependimento, especialmente porque essa mudança de percepção vai além do visual e passa também pela forma como o corpo responde e envelhece, já que resultados com simetria extrema tendem a não acompanhar transformações naturais, como variações de peso e a perda de elasticidade da pele.
"Existe hoje uma compreensão mais criteriosa sobre o que é um bom resultado. Não se trata apenas de marcar o abdômen, mas de criar um contorno que faça sentido no corpo como um todo", explica a cirurgiã plástica Dra. Maíra Amábile, especialista em contorno abdominal. Segundo a médica, marcações excessivas podem adquirir um aspecto rígido e artificial com o passar dos anos.
Nesse novo cenário, a padronização estética perde espaço para uma abordagem individualizada, que considera o biotipo, a proporção e a qualidade tecidual de cada paciente. A própria exposição digital, que antes impulsionava esse tipo de resultado, agora também serve como espaço para o compartilhamento de experiências reais e frustrações com efeitos que não se mantiveram equilibrados ao longo do tempo.
Para a Dra. Maíra Amábile, a busca atual é por coerência: “A paciente busca um corpo que responda bem ao movimento e ao tempo, sem um aspecto artificial evidente”. Nesse contexto, a alta definição não desaparece, mas evolui para uma abordagem mais precisa, em que o foco deixa de ser a construção de um abdômen artificial e passa a valorizar a musculatura real, com intervenções menos invasivas - refletindo uma estética em que o resultado se destaca pela naturalidade e em que o padrão deixa de ser o mais marcado para priorizar harmonia ao longo do tempo.
Saiba mais sobre o trabalho da Dra. Maíra Amábile: @dra.mairaamabile 
Fonte: Dra. Maíra Amábile—  Médica | Cirurgiã Plástica | Especialista em Contorno Abdominal 


 

 

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FONTE: Redação