Liderança preparada será a chave para sustentar modelos de trabalho mais autônomos

Estudo da Randstad aponta que modelos baseados em confiança e liderança preparada ganham força no futuro do trabalho

Por FABIANA SIQUEIRA
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Imagem de divulgação - Randstad

São Paulo, abril de 2026 – A transformação acelerada do mercado de trabalho está redefinindo o papel das lideranças e a relação entre empresas e talentos. Entre as principais tendências de RH para 2026, a alta autonomia desponta como um dos pilares estratégicos para engajamento, performance e retenção. 

Mais do que flexibilidade de horário ou modelo híbrido, alta autonomia significa oferecer às pessoas maior poder de decisão sobre como, onde e quando executar suas atividades, com foco em entregas e resultados, e não em controle de jornada. 

O movimento encontra respaldo nos dados do Workmonitor 2026, estudo global da Randstad com 26 mil trabalhadores e 1.225 empregadores em 35 mercados. O levantamento mostra que apenas 41% dos profissionais ainda desejam seguir uma trajetória de carreira tradicional, enquanto 72% dos empregadores afirmam que a “escada corporativa” linear está ultrapassada. O cenário aponta para um modelo mais autoral, baseado em mobilidade, desenvolvimento contínuo e construção de portfólio de habilidades.

Mais autonomia, mais responsabilidade

A expansão de ferramentas digitais e novas formas de organização do trabalho têm ampliado as possibilidades de atuação individual dentro das empresas. No entanto, autonomia não significa ausência de direção, pelo contrário, exige estruturas claras, metas bem definidas e lideranças preparadas para orientar e desenvolver pessoas. 

“Autonomia não significa ausência de direção. Quanto maior a liberdade, maior a necessidade de preparo, clareza de metas e responsabilidade compartilhada”, afirma Maria Luiza Nascimento, diretora de RH na Randstad Brasil. 

Alta autonomia exige liderança mais madura

O Workmonitor 2026 também aponta que 60% dos profissionais buscam maior segurança no relacionamento com seus gestores diretos diante de incertezas externas, reforçando que a autonomia só é sustentável quando há liderança preparada para atuar como facilitadora. 

Nesse contexto, o papel da liderança evolui: delegar mais, confiar mais e desenvolver mais, sem abrir mão de acompanhamento, métricas claras e cultura organizacional forte.

“Modelos baseados em alta autonomia exigem líderes capazes de alinhar expectativas, oferecer feedback contínuo e criar ambientes de confiança. É um equilíbrio entre liberdade e accountability”, complementa Maria Luiza.

Em um mercado caracterizado por escassez de talentos e transformação acelerada do trabalho, a alta autonomia deixa de ser benefício e passa a ser estratégia competitiva. As empresas que conseguirem estruturar ambientes baseados em confiança, desenvolvimento contínuo e responsabilidade compartilhada tendem a fortalecer retenção, engajamento e inovação.

 

Sobre a Randstad

Fundada em 1960, na Holanda, a Randstad é líder em recrutamento e soluções completas de recursos humanos, com presença consolidada em 39 países, onde emprega diariamente mais de 650 mil pessoas. Com quatro especializações, a Randstad atua como parceira dos talentos e atende empresas de todo o mundo em seus desafios de gestão de pessoas e em diferentes áreas de negócios. A companhia também impulsiona a carreira de milhares de profissionais por meio de suas oportunidades de trabalho. No Brasil, desde 2011, conta com mais de 1000 colaboradores, e já contratou mais de 250 mil pessoas em todas as regiões do país.


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