Quanto mais IA, maior o valor do feito à mão

Especialistas apontam que avanço da inteligência artificial impulsiona busca por produtos autorais e experiências com identidade

Por Divulgação
3 4 Min

Quanto mais IA, maior o valor do feito à mão
Divulgação
A inteligência artificial escreve textos, cria imagens, desenvolve estampas e automatiza processos produtivos em escala global. Em poucos segundos, entrega o que antes levava horas ou dias para ser produzido.

Mas enquanto a tecnologia acelera e padroniza, um movimento inverso cresce de forma consistente no comportamento de consumo: a valorização do que é único, autoral e feito à mão.


A economia criativa já representa 3,1 % do PIB nacional e deve gerar mais de 1 milhão de novos empregos até 2030. Dentro desse universo, o artesanal deixa de ser apenas expressão cultural e passa a ocupar um espaço estratégico como diferencial competitivo.

Para Roberto Santos, organizador da Rio Artes e referência no setor de economia criativa no Rio de Janeiro, o avanço da tecnologia não ameaça o fazer manual. Pelo contrário, amplia sua relevância.
“A inteligência artificial amplia produtividade, mas também padroniza. Quando tudo pode ser replicado em segundos, o que tem identidade ganha valor. O feito à mão diferencia porque carrega história, autoria e propósito.”

Segundo ele, o consumidor atual não busca apenas funcionalidade.
“Ele quer saber quem produziu, como produziu e por que produziu. Quer peça única, quer conexão. Isso não é nostalgia. É uma mudança real de comportamento.”

Esse debate ganha materialidade na 18ª edição da Rio Artes, que acontece de 8 a 12 de abril de 2026, na ExpoRio Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Principal evento de capacitação e negócios da economia criativa no estado, a feira projeta movimentar cerca de R$ 10 milhões e gerar mais de 500 empregos diretos e indiretos nesta edição.

Com mais de 500 mil visitantes ao longo de sua trajetória, o evento reúne setores como artesanato, moda, decoração, gastronomia, empreendedorismo e entretenimento cultural. A programação inclui técnicas como crochê e tricô, incluindo amigurumi, pintura em madeira, tecido e cerâmica, modelagem em biscuit, resina fria, macramê, aquarela, colagem, moda sustentável, tingimentos, sabonetes e velas artesanais, além de aulas show de gastronomia e confeitaria.

A edição de 2026 apresenta ainda dois novos ambientes voltados à profissionalização, o Ateliê da Moda e o Ateliê da Confeitaria, além do Espaço Teens, dedicado à formação técnica da nova geração criativa.
Para Roberto, tecnologia e criatividade não competem. Elas se complementam.

“A tecnologia pode ajudar na gestão, na divulgação e até na criação de estratégias de venda. Mas a essência continua sendo humana. Criatividade não é automatizável. E quem entende isso sai na frente.”

Ele reforça que a economia criativa vive um momento estratégico.

“Quanto mais digital o mundo se torna, mais as pessoas buscam algo que tenha alma. A tecnologia organiza. A criatividade humana emociona. E o mercado percebe essa diferença, pois a criatividade humana é insubstituível. E é isso que a feira celebra.”

Serviço
Rio Artes 2026

Data: 08 a 12 de abril de 2026
Local: ExpoRio Cidade Nova
Endereço: R. Beatriz Larragoiti Lucas, s/n – Cidade Nova
Rio de Janeiro – RJ
Site: https://feirarioartes.com.br/
 

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PAULA GRANHA FIUZA
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