Câncer de colo de útero: diagnóstico precoce e programa de prevenção ainda são desafios no Brasil
No mês da conscientização do Câncer de Colo de Útero, especialista do Hospital São José alerta para diagnóstico tardio e destaca mudança no rastreamento como caminho para reduzir mortes
Imagem de domínio público
Apesar de ser um dos tipos de câncer mais preveníveis, o câncer de colo de útero ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil. A doença ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais incidentes entre mulheres no país, com estimativa de cerca de 17 mil novos casos anuais, além de aproximadamente 6 mil mortes por ano.
De acordo com o ginecologista Dr. Romualdo Gama, do Hospital São José, o Brasil ainda apresenta indicadores semelhantes aos de países com menor nível de desenvolvimento, especialmente devido às falhas na prevenção e no diagnóstico precoce
A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano), responsável por praticamente todos os casos. Ainda assim, o diagnóstico precoce segue como um desafio, principalmente porque a doença costuma apresentar poucos ou nenhum sintoma nas fases iniciais. Segundo o médico, os sinais costumam surgir apenas em estágios mais avançados, o que compromete as chances de cura.
Atualmente, cerca de 81,8% das pacientes são diagnosticadas entre os estágios 2 e 4 da doença. “Os estágios ideais para tratamento são o 0 e o 1. Quando a paciente chega em fases mais avançadas, as chances de sucesso são muito menores”, explica.
Esse cenário ajuda a explicar por que, no Brasil, aproximadamente um terço das mulheres diagnosticadas com câncer de colo de útero acaba morrendo. Para o especialista, um dos principais entraves está no modelo de rastreamento utilizado ao longo dos últimos anos. “O Papanicolau não foi capaz de reduzir a incidência da doença no país. Nós continuamos praticamente no mesmo patamar nos últimos 10 anos”, destaca o Dr. Romualdo Gama.
Diante disso, o Ministério da Saúde passou a adotar, em 2025, uma nova estratégia de rastreamento, baseada no teste molecular de PCR, que permite identificar o DNA do HPV com maior precisão. A expectativa é ampliar a detecção precoce do vírus e, com isso, reduzir a incidência da doença nos próximos anos.
No entanto, o especialista ressalta que a mudança exige também o fortalecimento da estrutura de diagnóstico. Isso porque o exame molecular identifica a presença do vírus, mas não confirma o câncer, sendo necessária a realização de colposcopia e biópsia para o diagnóstico definitivo. “O teste de HPV mostra quem tem o vírus, mas o diagnóstico do câncer depende da colposcopia com biópsia. Sem isso, não conseguimos avançar no cuidado”, afirma.
Apesar dos desafios, o ginecologista do Hospital São José destaca que o câncer de colo de útero pode ser evitado com medidas eficazes de prevenção, como a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado. “Nós precisamos mudar essa realidade com prevenção de verdade. É um problema antigo, mas ainda não resolvido”, conclui o Dr. Romualdo Gama.
De acordo com o ginecologista Dr. Romualdo Gama, do Hospital São José, o Brasil ainda apresenta indicadores semelhantes aos de países com menor nível de desenvolvimento, especialmente devido às falhas na prevenção e no diagnóstico precoce
A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano), responsável por praticamente todos os casos. Ainda assim, o diagnóstico precoce segue como um desafio, principalmente porque a doença costuma apresentar poucos ou nenhum sintoma nas fases iniciais. Segundo o médico, os sinais costumam surgir apenas em estágios mais avançados, o que compromete as chances de cura.
Atualmente, cerca de 81,8% das pacientes são diagnosticadas entre os estágios 2 e 4 da doença. “Os estágios ideais para tratamento são o 0 e o 1. Quando a paciente chega em fases mais avançadas, as chances de sucesso são muito menores”, explica.
Esse cenário ajuda a explicar por que, no Brasil, aproximadamente um terço das mulheres diagnosticadas com câncer de colo de útero acaba morrendo. Para o especialista, um dos principais entraves está no modelo de rastreamento utilizado ao longo dos últimos anos. “O Papanicolau não foi capaz de reduzir a incidência da doença no país. Nós continuamos praticamente no mesmo patamar nos últimos 10 anos”, destaca o Dr. Romualdo Gama.
Diante disso, o Ministério da Saúde passou a adotar, em 2025, uma nova estratégia de rastreamento, baseada no teste molecular de PCR, que permite identificar o DNA do HPV com maior precisão. A expectativa é ampliar a detecção precoce do vírus e, com isso, reduzir a incidência da doença nos próximos anos.
No entanto, o especialista ressalta que a mudança exige também o fortalecimento da estrutura de diagnóstico. Isso porque o exame molecular identifica a presença do vírus, mas não confirma o câncer, sendo necessária a realização de colposcopia e biópsia para o diagnóstico definitivo. “O teste de HPV mostra quem tem o vírus, mas o diagnóstico do câncer depende da colposcopia com biópsia. Sem isso, não conseguimos avançar no cuidado”, afirma.
Apesar dos desafios, o ginecologista do Hospital São José destaca que o câncer de colo de útero pode ser evitado com medidas eficazes de prevenção, como a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado. “Nós precisamos mudar essa realidade com prevenção de verdade. É um problema antigo, mas ainda não resolvido”, conclui o Dr. Romualdo Gama.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): VANESSA AMARANTE FERNANDES
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