Ciência a favor da estética de emagrecimento

O biomédico Hugo Andrada é o responsável pelo método Emagrecimento Inteligente que promete reduzir medidas com eficácia e precisão

Por MARCIA DE OLIVEIRA
7 5 Min

Acervo pessoal

Por que emagrecer ficou mais difícil e o que a ciência já sabe
sobre o novo metabolismo feminino
Para muitas mulheres, principalmente após os 40 anos, emagrecer deixou de ser algo simples. Dietas antes eficazes passam a não funcionar, o peso se torna mais resistente e com ele a inflamação, tornando o esforço desproporcional aos resultados.
A percepção, cada vez mais frequente nos consultórios, não é apenas impressão. Está associada a mudanças fisiológicas bem descritas pela ciência, além também das transformações profundas no estilo de vida contemporâneo.
Entre os principais fatores está a queda progressiva do estrogênio durante o climatério e a menopausa. Esse hormônio exerce papel relevante na regulação do metabolismo, na distribuição de gordura corporal e na sensibilidade à insulina. Sua redução favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.
Outro elemento central é a perda gradual de massa muscular, que se intensifica com o passar dos anos. Como o músculo é um dos principais responsáveis pelo gasto energético em repouso, sua diminuição reduz o metabolismo basal — tornando o corpo mais eficiente em economizar energia e, consequentemente, mais propenso ao acúmulo de gordura.
Mas não é apenas o corpo que mudou. O ambiente alimentar atual também exerce influência direta nesse processo. Nas últimas décadas, houve um aumento expressivo no consumo de alimentos ultraprocessados — produtos com alta densidade calórica e baixo valor nutricional, frequentemente associados a processos inflamatórios de baixo grau no organismo. Esse estado inflamatório pode interferir na ação de hormônios relacionados à fome, saciedade e armazenamento de gordura.
Somam-se a isso fatores como privação de sono, estresse crônico e redução da atividade física, compondo um cenário metabólico mais complexo do que aquele observado em gerações anteriores.
“Hoje não estamos lidando apenas com balanço calórico. Existe uma combinação de alterações hormonais, perda de massa muscular e um ambiente que favorece a inflamação metabólica”, explica o fisioterapeuta e biomédico Hugo Andrada.
Diante desse contexto, cresce o interesse por abordagens que busquem compreender — e intervir — diretamente nos mecanismos biológicos envolvidos no armazenamento de gordura. Linhas de pesquisa em saúde metabólica e estética têm investigado estratégias voltadas à ativação da lipólise, processo de quebra dos triglicerídeos armazenados nas células adiposas, além da melhora da microcirculação local.
Entre essas abordagens estão protocolos que combinam diferentes tecnologias, como ultrassom, radiofrequência e estímulos que aumentam a permeabilidade da pele, com o objetivo de favorecer a ação de compostos com potencial efeito metabólico em camadas mais profundas.
Nesse contexto, surgem propostas clínicas como a chamada Redução Inteligente (RI), que reúne diferentes recursos com foco na mobilização de gordura localizada a partir da modulação de vias metabólicas.
“A ideia é atuar em mecanismos como o estímulo ao AMP cíclico, que participa da regulação da lipólise e na modulação de enzimas ligadas ao armazenamento de gordura”, afirma Andrada.
Estudos experimentais com ativos como derivados de cafeína associados ao silício orgânico sugerem potencial para estimular a quebra de triglicerídeos em adipócitos, embora a aplicação clínica dessas estratégias ainda dependa de evidências mais robustas.
Especialistas alertam que, apesar do avanço dessas abordagens, não há soluções isoladas. O controle do peso continua sendo um processo multifatorial, que envolve alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, qualidade do sono e acompanhamento profissional.
“O que mudou foi o conjunto de variáveis que influenciam o metabolismo. Por isso, estratégias simplistas tendem a ser cada vez menos eficazes”, conclui.  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Márcia Regina de Oliveira Duarte
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