São Paulo concentra hoje os endereços mais valorizados para compra de imóveis no Brasil, com sete dos dez bairros mais caros do país localizados na capital paulista, segundo levantamento da plataforma QuintoAndar. A Vila Nova Conceição lidera o ranking, com o metro quadrado médio de R$ 21.600. Outros bairros paulistanos como Jardim Paulistano, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Pinheiros, Moema e Jardim Europa também figuram entre os mais caros do país.
Apesar dos valores elevados, o estudo aponta um movimento recente de ajuste, o preço médio do metro quadrado em São Paulo registrou queda de 8,3% nos últimos 12 meses, reflexo de um cenário de juros mais altos e desaceleração do mercado imobiliário. Mesmo assim, regiões nobres seguem sustentadas por um público de alta renda, menos dependente de financiamento e que enxerga o imóvel como reserva de valor.
Nesse contexto, os leilões imobiliários passam a ganhar relevância como alternativa de acesso a imóveis em regiões valorizadas, com preços mais competitivos em relação ao mercado tradicional. Segundo André Zalcman, CEO do Leilão Eletrônico e especialista em leilões judiciais e extrajudiciais, o momento abre espaço para estratégias mais oportunistas de compra. “Mesmo em bairros consolidados e com alta valorização, o leilão permite acessar imóveis com preços abaixo da média de mercado. Em um cenário de juros mais elevados, isso se torna ainda mais relevante para quem busca entrar em regiões valorizadas com um custo de aquisição mais competitivo”, afirma.
Na capital paulista, o Leilão Eletrônico reúne atualmente oportunidades em diferentes regiões e perfis de imóvel. Um dos destaques está no Jardim Paulista, uma das áreas mais nobres da cidade, onde um apartamento de aproximadamente 40 m², com vaga de garagem, está disponível por R$ 380.168,43, valor cerca de 30% abaixo da avaliação. O imóvel está localizado na Alameda Franca, endereço tradicional da região.
Já em bairros com perfil mais acessível, as oportunidades apresentam descontos ainda mais expressivos. No Jardim Boa Vista, na zona oeste, um apartamento de 41,56 m² pode ser arrematado por R$ 137.414,34, com cerca de 40% de desconto. Na região central, no bairro da Liberdade, um imóvel de 34 m² está disponível por R$ 114.415,90, com 50% de redução em relação ao valor de avaliação. Outra opção está na Bela Vista, próxima à Avenida Nove de Julho, onde um apartamento compacto de 27 m² está sendo ofertado por R$ 154.273,12, ampliando as possibilidades para quem busca entrada no mercado com menor investimento inicial.
Segundo Zalcman, parte relevante dos imóveis levados a leilão tem origem em dívidas condominiais e financeiras, o que contribui para a formação de preços mais atrativos. “O leilão muitas vezes reflete uma etapa final de processos de inadimplência ou execução. Isso faz com que imóveis em diferentes regiões da cidade sejam ofertados com desconto, criando oportunidades tanto para moradia quanto para investimento”, explica. Nesse contexto, com o mercado imobiliário em fase de ajuste e regiões premium ainda com valores elevados, o leilão se consolida como uma alternativa estratégica para compradores que buscam equilibrar localização e preço, acessando ativos em áreas valorizadas da cidade com condições mais competitivas do que no modelo tradicional.
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PEDRO GABRIEL SENGER BRAGA
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