O risco quântico do futuro deve ser sua agenda hoje
(*) Por Luciana Pinheiro, diretora da Citrix Latam no Brasil.
Citrix Latam
Nos bastidores da tecnologia, uma corrida silenciosa está em andamento. A computação quântica, ainda em estágio inicial, promete resolver em minutos problemas que levariam anos para computadores tradicionais. Mas esse avanço traz um efeito colateral perigoso: a capacidade de quebrar, no futuro, algoritmos de criptografia que hoje garantem a confidencialidade de dados críticos. A ameaça tem nome e estratégia: Harvest Now, Decrypt Later — ou “coletar agora, decifrar depois”. Cibercriminosos já estão captando dados criptografados com a expectativa de que, em poucos anos, um computador quântico criptograficamente relevante (CRQC) consiga quebrar suas proteções. Essas informações roubadas hoje podem ser expostas ou usadas no futuro, comprometendo não apenas a privacidade, mas também a continuidade dos negócios. Isto vale ainda mais para empresas que precisam manter arquivos por longos períodos, especialmente governos, hospitais e clínicas, bancos, seguradoras e outras instituições financeiras. Cada documento, cada backup de banco de dados, comunicação hoje transmitida de forma segura pela organização pode estar nas mãos um criminoso, aguardando a descriptografia quântica nos próximos 5 a 10 anos. Por isso devemos nos resguardar e evitar uma bomba-relógio silenciosa. Um risco subestimado pelas empresas Segundo levantamento da ISACA, apenas 5% das organizações no mundo estão preparadas para o risco quântico. No Brasil, onde muitas companhias ainda lutam para modernizar suas defesas contra ameaças já conhecidas, o desafio é duplo: mitigar vulnerabilidades imediatas enquanto se antecipa a um cenário que mudará as regras da segurança digital. O problema é que a janela para agir está se fechando. Adiar a preparação significa correr contra o tempo no momento mais crítico — quando a ameaça deixar de ser teórica para se tornar operacional. Preparar agora para não correr depois A transição para a segurança quântica não é um projeto que se conclui da noite para o dia. Envolve inventariar ativos criptografados, revisar protocolos, alinhar fornecedores e realizar testes de compatibilidade. É uma jornada que precisa começar imediatamente, com prioridade executiva. Se as ameaças quânticas já não fazem parte de um futuro utópico, proteger seus dados exige a adoção de uma combinação estratégica de tecnologias que aliem o melhor dos algoritmos clássicos às novas abordagens resistentes aos novos ataques. Além da tecnologia, há um componente crítico: consciência organizacional. É preciso educar líderes e usuários sobre os riscos e os benefícios da preparação, transformando a segurança quântica em parte integrante da estratégia corporativa — e não em uma reação tardia a um incidente. Organizações que entenderem e agirem agora terão uma vantagem competitiva que vai muito além da proteção de dados: estarão à frente na construção de um ambiente digital verdadeiramente confiável. Sobre Luciana Pinheiro Com um forte histórico na área de vendas, no comando de estratégias de negócio e gestão de equipes, Luciana Pinheiro assumiu o cargo de diretora da Citrix Latam no Brasil em 2019. Em sua trajetória na Citrix, atuou por três anos como Diretora de Vendas e hoje está a frente da operação da empresa no Brasil. Possui uma expertise abrangente com forte atuação no atendimento a clientes, gestão de parceiros e estratégia de negócios. A executiva acumula diversos destaques na carreira com 30 anos de experiência em empresas multinacionais de Tecnologia, tais como: IBM, Sun Microsystems e Microsoft. Segundo Luciana, as empresas de sucesso são aquelas que empoderam seus colaboradores a trabalharem de qualquer lugar e por meio de qualquer dispositivo de forma segura. Defende a cultura de soluções de alta performance para transformar, inovar e acelerar o crescimento dos negócios. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
RAPHAEL CORREA SIQUEIRA
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FONTE: Citrix Latam