Quiet Quitting e Quiet Firing: especialista aponta estratégias para reconstruir o engajamento corporativo

Falhas na comunicação, liderança e gestão de expectativas são apontadas como as raízes dos fenômenos que afetam a produtividade e a cultura organizacional

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Imagem: Pexels

O cenário corporativo contemporâneo tem sido palco de fenômenos sutis, mas impactantes, que redefinem a relação entre empresas e colaboradores. Termos como "Quiet Quitting" (demissão silenciosa por parte do colaborador) e "Quiet Firing" (demissão silenciosa por parte da empresa) representam sintomas de descompassos que afetam a produtividade, a cultura e a sustentabilidade das organizações. Para a Profa. Me. Tcharla Bragantin, coordenadora dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Gestão de Recursos Humanos do Centro Universitário Módulo, ambos os fenômenos revelam falhas centrais na comunicação, na liderança e na gestão de expectativas.

 

A especialista explica que o Quiet Quitting ocorre quando o colaborador passa a realizar apenas o mínimo necessário dentro de suas atribuições formais, sem engajamento adicional ou iniciativa. Esse comportamento está frequentemente ligado à queda de motivação, falta de reconhecimento, ausência de perspectivas de crescimento, sobrecarga de trabalho ou desalinhamento entre valores pessoais e organizacionais.

 

Já o Quiet Firing é a contrapartida organizacional. Nele, a própria empresa, muitas vezes de forma indireta, cria um ambiente que sutilmente empurra o colaborador para fora. Isso pode se manifestar pela escassez de feedback construtivo, exclusão de oportunidades de desenvolvimento, ausência de planos de carreira claros ou mudanças no ambiente de trabalho que geram desmotivação crônica e insustentável.

 

"Ambos os fenômenos sublinham um fato inegável: as organizações precisam evoluir. É fundamental investir em escuta ativa, valorização genuína do capital humano e na construção de relações e processos de trabalho que sejam mais transparentes e significativos", afirma a Profa. Tcharla Bragantin. Ela enfatiza que "engajamento não se impõe, ele se constrói", e que as empresas precisam investir de forma estruturada em suas práticas de gestão de pessoas.

 

Para reverter esses cenários e construir um ambiente de maior proatividade e engajamento, a especialista aponta estratégias cruciais:

 

  • Fortalecer a comunicação interna: criar espaços seguros para o diálogo, a escuta ativa e o feedback contínuo.
  • Capacitar lideranças: gestores bem-preparados identificam sinais de desmotivação e atuam preventivamente, promovendo uma liderança humanizada.
  • Promover reconhecimento e valorização: ir além do financeiro, valorizando o reconhecimento simbólico de contribuições e resultados.
  • Criar trilhas de desenvolvimento e oportunidades de crescimento: para que o colaborador visualize um futuro dentro da organização.
  • Utilizar pesquisas de clima organizacional e indicadores de engajamento: ferramentas vitais para identificar sinais precoces de insatisfação.

 

A especialista conclui que, ao investir em lideranças mais humanas, em uma cultura organizacional verdadeiramente saudável e no desenvolvimento contínuo de seus talentos, as empresas têm o poder de transformar os desafios do Quiet Quitting e Quiet Firing em oportunidades valiosas. "O resultado dessa aposta no capital humano é um ambiente mais colaborativo, produtivo e alinhado com os objetivos estratégicos de longo prazo da organização", finaliza.

 

Sobre o Centro Universitário Módulo – Fundado em 1988, o Centro Universitário Módulo é a maior e mais tradicional instituição de ensino superior do Litoral Norte de São Paulo. Mantém cursos de graduação, além de cursos de pós-graduação e de extensão, e ainda, dispõe dos campi Centro e Martim de Sá. Pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.modulo.edu.br.

 


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