São Paulo, fevereiro de 2026 – A aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, está entre os procedimentos estéticos mais realizados no país. Minimante invasivo e com recuperação rápida, o tratamento ainda gera dúvidas frequentes entre pacientes, principalmente sobre riscos, falhas no resultado e possibilidade de reversão.
De acordo com a dermatologista Isabela Dupin, professora da pós-graduação em Estética e Cosmiatria da Afya Educação Médica São Paulo, os efeitos adversos mais comuns são leves e temporários. “Os efeitos mais frequentes são vermelhidão, inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas no local da aplicação, que costumam durar poucos dias”, explica.
Segundo a especialista, também podem ocorrer queda temporária da pálpebra ou da sobrancelha e pequenas assimetrias faciais. “Isso acontece quando o produto se espalha para um músculo próximo ao local da aplicação. Na maioria dos casos, a melhora ocorre em algumas semanas”, afirma.
Complicações mais sérias são raras. Alterações na fala ou na deglutição podem ocorrer em situações específicas, geralmente associadas a técnica inadequada ou dose incorreta. Eventos graves, como botulismo, são extremamente incomuns.
Assimetria pode acontecer e tem manejo
Uma dúvida recorrente é se o botox pode “pegar” em uma parte do rosto e em outra não. Segundo Isabela Dupin, não há evidências científicas que indiquem eficácia desigual da toxina em diferentes áreas, mas assimetrias podem ocorrer na prática clínica.
“Cada pessoa tem variações na musculatura e na força de cada músculo. Além disso, algumas regiões podem responder mais rapidamente do que outras. Isso pode dar a impressão de que o botox funcionou de um lado e não do outro”, explica.
Quando há diferença perceptível no resultado, o manejo é individualizado. Após avaliação, o profissional pode indicar pequenas doses adicionais para equilibrar a musculatura. “Normalmente reavaliamos o paciente após cerca de 15 dias, quando o efeito já está estabelecido. Se necessário, aplicamos pequenas quantidades adicionais nos pontos específicos para deixar o resultado mais harmonioso”, detalha.
Mesmo quando a correção não é total, o efeito da toxina é temporário e regride naturalmente ao longo de alguns meses.
É possível reverter o botox?
Outra pergunta comum é se existe forma de remover a toxina após a aplicação. A resposta é não.
“Não é possível retirar a toxina depois que ela é aplicada. Ela começa a agir logo após a injeção e não existe um antídoto que faça o efeito desaparecer imediatamente”, esclarece a dermatologista.
O próprio organismo é responsável por metabolizar o produto gradualmente. Em geral, o efeito dura entre três e quatro meses, período após o qual os músculos recuperam sua função de forma natural.
Caso surja algum resultado indesejado, como leve queda da pálpebra, o manejo é feito com medidas de suporte. “Em alguns casos, podemos usar colírios específicos para aliviar o incômodo, mas eles não removem o botox; apenas ajudam até que o organismo se recupere”, explica.
Para a especialista, a principal medida de segurança acontece antes mesmo da aplicação. “A escolha de um profissional habilitado, com conhecimento aprofundado da anatomia facial e uso correto das doses, é fundamental para reduzir riscos. Também é essencial informar histórico de saúde e uso de medicamentos durante a consulta”, orienta.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br, ir.afya.com.br e https://educacaomedica.afya.com.br/.
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ANA BEATRIZ DE OLIVEIRA BARRETO
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