Material escolar mais caro? Para especialista, planejamento pode reduzir impacto no bolso das famílias

Especialista alerta para variação de preços, reaproveitamento de itens e importância da pesquisa antes das compras

Por JúNIA BRASIL
3 4 Min

Material escolar mais caro? Para especialista, planejamento pode reduzir impacto no bolso das famílias
Crédito: Reprodução | Freepik
Com o início do ano escolar e a necessidade de equilibrar as contas típicas do início do ano, as famílias brasileiras vem enfrentando um desafio para aquisição do material escolar.  Isso porque o cenário para 2026 exige atenção com aumento nos preços e reajustes que variam entre 4% e 6%, a depender da região do país.

De acordo com o professor Franz Petrucelli, o percentual, embora relevante, é inferior ao observado em 2025, quando alguns itens chegaram a registrar altas de 7%, 9% e até superiores a 30% em casos específicos.“O aumento pode ser considerado moderado se comparado ao cenário anterior. Ainda assim, ele impacta diretamente o orçamento das famílias, especialmente aquelas com mais de um filho em idade escolar”, explica Petrucelli.


Planejamento e pesquisa são aliados da economia
Segundo o especialista, planejamento e pesquisa continuam sendo as principais estratégias para mitigar os efeitos da alta de preços. A orientação é começar a organização com antecedência e evitar decisões impulsivas.“Antes de sair às compras, é fundamental revisar os materiais do ano anterior. Mochilas, estojos, réguas, tesouras e até cadernos com poucas folhas usadas podem, e devem, ser reaproveitados”, orienta.

Outra dica eficiente é apostar na personalização. Cadernos antigos podem ganhar capas novas ou adesivos, tornando-se atrativos para as crianças sem a necessidade de substituir o material.

Atenção às armadilhas do consumo
Petrucelli também alerta para práticas que ajudam a evitar gastos desnecessários. Entre elas, seguir rigorosamente a lista de materiais fornecida pela escola e deixar a compra de itens não essenciais para um segundo momento.“Evitar compras por impulso faz toda a diferença. Em 2025, observamos variações de preços superiores a 200% em alguns produtos, dependendo do estabelecimento”, destaca.

Por isso, a recomendação é não comprar na primeira loja, comparar preços entre papelarias de bairro, grandes redes e e-commerces, além de aproveitar liquidações de estoque após o início das aulas.

Compras conscientes fazem diferença
Outro ponto de atenção é o consumo emocional. Sempre que possível, o professor recomenda não levar as crianças para as compras, reduzindo a chance de adquirir produtos licenciados ou da moda, que costumam ser mais caros.

Negociar também é essencial. Perguntar sobre descontos para pagamento à vista, condições de parcelamento sem juros e até compras coletivas — reunindo outros pais para adquirir materiais em maior quantidade — pode garantir economias significativas.“Materiais licenciados quase sempre custam mais. A prioridade deve ser a funcionalidade e a qualidade, não a marca”, reforça Petrucelli.

Consumo consciente como estratégia
Em um cenário de inflação ainda presente, o especialista conclui que o consumo consciente é o melhor caminho para equilibrar as contas.“Com organização, pesquisa e escolhas racionais, é possível atravessar o período de compras escolares com menos impacto financeiro e mais tranquilidade”, finaliza.
 

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JUNIA MARIA ANTONIO
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FONTE: DA REDAÇÃO
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