Mas afinal, o que é o frizz?
De acordo com o especialista , o frizz são aqueles fiozinhos arrepiados, que se destacam e não ‘se misturam’ com o resto do cabelo. Antes de qualquer julgamento estético, se trata de uma resposta natural da fibra capilar.
Marsel Meier explica que ele está conectado ao nível de hidratação presente no fio: “é a manifestação do ressecamento. Quando falta água, as ligações químicas internas ficam fragilizadas, interferindo no caimento e favorecendo o desalinhamento”, afirma.
Quando o clima impacta o visual
Mesmo com os cuidados bem estabelecidos, em períodos de calor intenso, por exemplo, esse efeito tende a ficar mais aparente. Ambientes extremos contribuem para a sensação áspera dos fios, algo que costuma ser agravado pelo uso frequente de ferramentas térmicas frequentemente utilizadas para alinhar o cabelo e disfarçar o frizz. Esse processo, a longo prazo, acelera a desidratação da fibra capilar. “O resultado é um ciclo vicioso: quanto mais calor é utilizado, mais ressecados os fios ficam e mais tende a ser o efeito arrepiado”, esclarece Marsel.
Além disso, a estrutura passa por mudanças ao perder a umidade com facilidade e, em alguns casos, não produz oleosidade suficiente para se manter protegido. “Diferente do que muita gente imagina, os óleos criam uma camada ao longo do fio, ajudando a reter seus componentes internos. Quando essa barreira é comprometida, o cabelo reage, e o frizz surge como parte desse processo”, destaca Meier.
E no dia a dia, o que fazer?
Se o frizz surge da interação com o ambiente, a rotina de cuidados também deve acompanhar essa lógica. Para isso, é essencial identificar as necessidades e investir em fórmulas que ajudem a equilibrar hidratação e nutrição.
De acordo com o cabeleireiro, produtos de finalização são aliados nesse processo, principalmente em momentos que respeitam sua textura natural. “Cabelos crespos e cacheados, por exemplo, tendem a apresentar mais frizz e isso faz parte da construção do volume. Quando a intenção é definir, o cuidado deve valorizar o desenho das curvas, não em tentar anulá-lo”, orienta.
Apostar em um bom leave-in é um passo essencial. Em estilos espessos ou quimicamente tratados, versões mais densas, como em creme com proteção térmica, ajudam a dar mais peso e favorecem um melhor alinhamento.
Já para os fios finos, fórmulas leves são ideais para evitar acúmulo. Outra estratégia eficiente é o uso de produtos com ação acidificante. “Eles contribuem para o fechamento da cutícula, especialmente em curvatura, reduzindo o ressecamento”, finaliza Marsel.
No fim das contas, cuidar do frizz tem menos a ver com impor controle e muito mais com entendimento. Quando o cabelo recebe o cuidado certo, ele deixa de ser um problema e passa a integrar a identidade de quem o usa.
Em alguns dias, vale desacelerar, permitir que as madeixas sequem ao natural, dando um tempo nas ferramentas de calor. Um gesto simples e libertador, digno de passarela!
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DIMITRA YARA KATSIOS DOS SANTOS
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