Saúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa, segundo seus cidadãos
Esse e outros dados estão destacados no Barometro da Lusofonia, mapeamento inédito que revela valores e percepções sobre temas como relevância da democracia, imigração, desigualdade de gênero, fake news e trocas culturais
Imagem de Divulgação - Gráfico Barometro
Janeiro de 2026 – O Barometro da Lusofonia, estudo bienal e inédito lançado oficialmente nesta semana e liderado pelo Ipespe – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, traz análise dos principais aspectos da Cultura, Sociedade e Instituições dos países de língua portuguesa. Ele aponta que saúde, educação e desemprego são as áreas com maiores problemas para a população destes países.
“O Barometro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico”, aponta Antonio Lavareda, diretor geral do Barometro e presidente do Conselho Científico do Ipespe.
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Embora essa lista de principais desafios seja compartilhada, a ordem dos problemas varia consideravelmente entre os países lusófonos. Para os brasileiros, os principais problemas do país são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%). Vale observar que, após a chamada megaoperação policial contra facções criminosas, conduzida pelo governo do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha no final de outubro de 2025, o tema da segurança ganhou maior centralidade no debate público nacional. Não é improvável que os 8% registrados no Brasil para política, guerras ou conflitos armados tenham relação com esse tema.
O estudo ainda aponta que 57% da população destes países não está satisfeita com o funcionamento da democracia. Os timorenses e os portugueses são os únicos entre as nações lusófonas cuja maioria declara estar satisfeita – respectivamente 75% e 61%.
Na maior parte dos países analisados, os resultados indicam níveis elevados de participação eleitoral declarada – nem sempre refletidos nos índices de votação de fato. Na média, 63% dos ouvidos afirmam que votam sempre e 13%, que votam na maioria das vezes. Apenas 11% declaram que votam raramente e 9% que nunca votam. O Brasil, único país da Comunidade em que o voto é obrigatório, apresenta o maior nível de participação declarada: 88% afirmam que costumam sempre votar e 5%, que votam na maioria das vezes.
Nas métricas sobre fake news, o Barometro aponta que 64% afirmam já ter recebido notícias falsas. Portugal (83%) e Brasil (80%) lideram esse ranking, seguidos por Angola (71%), Moçambique (71%) e Guiné-Bissau (67%). A referência às fake news é mais baixa em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe (ambos com 49%) e Timor-Leste (40%). Esse resultado, entretanto, pode representar não necessariamente uma menor incidência do problema, e sim maior dificuldade de identificá-lo, por uma série de fatores regionais.
Para essa primeira edição do Barometro, foram realizadas 5.688 entrevistas em uma ampla pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal).
O objetivo do estudo é o fortalecimento da integração entre os países de língua portuguesa, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português – que possui cerca de 300 milhões de falantes, constituindo-se como uma das línguas mais faladas do mundo em número de falantes nativos.
Todos os resultados deram origem a um livro — em versões física e digital — e a um ciclo de seminários no Brasil e demais países, além de uma rica base de dados que está disponibilizada a centenas de instituições de ensino e pesquisa, por meio da AULP, que reúne universidades com cursos de língua portuguesa, de Macau às Américas, para que alunos, professores e pesquisadores produzam dissertações, teses, artigos e publicações.
Informações relevantes sobre a importância do Barometro da Lusofonia
Tenha acesso ao estudo no site barometrodalusofonia.com.
“O Barometro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico”, aponta Antonio Lavareda, diretor geral do Barometro e presidente do Conselho Científico do Ipespe.
Embora essa lista de principais desafios seja compartilhada, a ordem dos problemas varia consideravelmente entre os países lusófonos. Para os brasileiros, os principais problemas do país são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%). Vale observar que, após a chamada megaoperação policial contra facções criminosas, conduzida pelo governo do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha no final de outubro de 2025, o tema da segurança ganhou maior centralidade no debate público nacional. Não é improvável que os 8% registrados no Brasil para política, guerras ou conflitos armados tenham relação com esse tema.
O estudo ainda aponta que 57% da população destes países não está satisfeita com o funcionamento da democracia. Os timorenses e os portugueses são os únicos entre as nações lusófonas cuja maioria declara estar satisfeita – respectivamente 75% e 61%.
Na maior parte dos países analisados, os resultados indicam níveis elevados de participação eleitoral declarada – nem sempre refletidos nos índices de votação de fato. Na média, 63% dos ouvidos afirmam que votam sempre e 13%, que votam na maioria das vezes. Apenas 11% declaram que votam raramente e 9% que nunca votam. O Brasil, único país da Comunidade em que o voto é obrigatório, apresenta o maior nível de participação declarada: 88% afirmam que costumam sempre votar e 5%, que votam na maioria das vezes.
Nas métricas sobre fake news, o Barometro aponta que 64% afirmam já ter recebido notícias falsas. Portugal (83%) e Brasil (80%) lideram esse ranking, seguidos por Angola (71%), Moçambique (71%) e Guiné-Bissau (67%). A referência às fake news é mais baixa em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe (ambos com 49%) e Timor-Leste (40%). Esse resultado, entretanto, pode representar não necessariamente uma menor incidência do problema, e sim maior dificuldade de identificá-lo, por uma série de fatores regionais.
Para essa primeira edição do Barometro, foram realizadas 5.688 entrevistas em uma ampla pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal).
O objetivo do estudo é o fortalecimento da integração entre os países de língua portuguesa, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português – que possui cerca de 300 milhões de falantes, constituindo-se como uma das línguas mais faladas do mundo em número de falantes nativos.
Todos os resultados deram origem a um livro — em versões física e digital — e a um ciclo de seminários no Brasil e demais países, além de uma rica base de dados que está disponibilizada a centenas de instituições de ensino e pesquisa, por meio da AULP, que reúne universidades com cursos de língua portuguesa, de Macau às Américas, para que alunos, professores e pesquisadores produzam dissertações, teses, artigos e publicações.
Informações relevantes sobre a importância do Barometro da Lusofonia
- Crescimento: Projeções indicam que, até 2100, teremos mais de 500 milhões de falantes do português, consolidando-o como uma das grandes línguas globais.
- Protagonismo: Há interesse geopolítico e cultural crescente em torno da CPLP em temas como meio ambiente, recursos naturais, diversidade cultural e inovação.
- Produção de dados: Pesquisa e dados científicos são valorizados como base para políticas culturais e sociais.
- Influência global: A lusofonia está cada vez mais reconhecida como ativo estratégico global, cultural, econômico e diplomático.
Tenha acesso ao estudo no site barometrodalusofonia.com.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): MAYARA BITTENCOURT DOS SANTOS
mayara.bittencourt@outlook.com