São Paulo, janeiro de 2026 – Com a chegada do verão, a Iguá Saneamento adotou um plano integrado de atuação para reforçar a estabilidade dos sistemas de abastecimento. O aumento expressivo da demanda e a pressão sobre os mananciais tornam o período especialmente desafiador para o setor, exigindo maior precisão operacional, obras preventivas e o fortalecimento das ações de combate às perdas hídricas. Segundo a companhia, o conjunto de iniciativas implementadas nas suas operações busca mitigar os impactos climáticos, reduzir desperdícios e garantir maior resiliência durante os meses mais quentes do ano.
“A combinação entre temperaturas elevadas, consumo intensificado e redução da disponibilidade hídrica exige uma preparação diferenciada. No verão, cada decisão operacional tem impacto direto na segurança do abastecimento. Por isso, reforçamos equipes, ampliamos obras estruturantes e aprimoramos o controle das redes para garantir estabilidade mesmo em condições extremas”, afirma Paula Violante, diretora executiva de Operações da Iguá Saneamento.
Operações reforçadas para enfrentar o pico de consumo
Em Sergipe, a companhia estruturou um Plano Verão, com mais de 20 intervenções distribuídas pelo estado. As ações abrangem a reabilitação de adutoras, a ampliação de reservatórios, a implantação de novas Estações de Tratamento de Água modulares e melhorias em setores críticos de distribuição, beneficiando mais de 620 mil pessoas no Sertão e no Agreste. A operação também intensificou a substituição de hidrômetros, o combate a irregularidades, a instalação de macromedidores e o monitoramento em tempo real por meio do Centro de Controle Operacional.
Em Cuiabá, após um período atipicamente mais seco registrado ao longo de 2024, a companhia estruturou um comitê interno dedicado ao acompanhamento dos mananciais e à definição de manobras operacionais preventivas. As ações incluíram a ampliação temporária da frota de caminhões-pipa, o reforço do controle de pressão nas redes, a intensificação da detecção de vazamentos não visíveis e a aceleração da substituição de trechos antigos da malha. Com a proximidade da estação chuvosa, prevista para iniciar a partir de janeiro, as medidas adotadas visam fortalecer a capacidade de resposta do sistema e garantir maior segurança operacional durante a transição climática. A tecnologia também desempenha papel decisivo na capital mato-grossense, com uso crescente do sistema israelense TaKaDu, uma plataforma de monitoramento inteligente que utiliza IA e análise contínua de dados para detectar anomalias em tempo real, permitindo identificar eventos em estágios iniciais e orientar intervenções antes que ocorram impactos perceptíveis aos consumidores. As ações são acompanhadas de iniciativas sociais, como a doação de caixas d’água para famílias vulneráveis, garantindo reserva mínima em momentos pontuais de maior instabilidade.
No Rio de Janeiro, a Iguá implantou, em 2023, o Plano de Resposta à Estiagem, com investimentos de cerca de R$ 6 milhões para mitigar os efeitos da escassez hídrica que historicamente impacta a região. Entre as medidas, destaca-se a instalação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) Móvel anexa à ETA Fragoso, que elevou em 33% a produção local e contribuiu para reforçar o abastecimento em Miguel Pereira e Paty do Alferes nos meses mais críticos, quando a incidência de chuva cai drasticamente. Em parceria com a Prefeitura de Paty do Alferes, a companhia também realizou a interligação de poços artesianos na localidade de Arcozelo, ampliando a segurança na disponibilidade de água. O plano incluiu ainda ações estruturantes, como a intensificação da pesquisa de vazamentos não visíveis e a regularização de ligações para coibir fraudes, reduzindo o volume de água desviada.
No litoral do Paraná, a operação da Paranaguá Saneamento reforçou seu Plano Verão diante da alta temporada e do aumento da população flutuante na Ilha do Mel, que passou a receber até 11 mil visitantes por dia após a atualização do marco legal local, que redefiniu os critérios de controle e o limite diário de acesso de visitantes à ilha, equilibrando atividade turística, preservação ambiental e a capacidade dos serviços públicos. Ao longo de 2025, a concessionária executou ações preventivas para garantir regularidade no abastecimento e maior resiliência do sistema em um território caracterizado por restrições naturais à disponibilidade de água doce, infraestrutura limitada e regras ambientais rigorosas, por se tratar de uma área de proteção ambiental. Após todas as obras de prevenção e melhorias no sistema, não foi constatada nenhuma oscilação relacionada ao abastecimento na Ilha, mesmo com o grande fluxo de turistas, segundo a empresa.
Essas ações incluíram o rebaixamento de redes de distribuição; a intensificação da pesquisa de vazamentos não visíveis; interligações para melhor gerenciamento de pressão; e melhorias nas Estações de Tratamento de Água, com limpeza de estruturas de captação, modernização de equipamentos, ampliação da capacidade de poços e reforço da reservação fixa e flexível (armazenamento estratégico de água tratada ou bruta em reservatórios), para atender aos picos de consumo do verão. Também houve investimentos em automação e controle operacional, com novos medidores de vazão, retrofit dos sistemas supervisionados e reforço da produção de água no município de Alexandra, com a entrada em operação de um novo poço tubular, ampliando a segurança hídrica da região no período de maior demanda.
“No saneamento, cada operação tem uma dinâmica própria e o verão evidencia ainda mais essas diferenças. Por isso, adotamos uma gestão preditiva orientada ao território, que combina cenários climáticos, comportamento de consumo e características da infraestrutura de cada localidade. Essa leitura fina nos permite ajustar antecipadamente a capacidade de produção, direcionar recursos e preparar as equipes de acordo com a demanda específica de cada região, garantindo continuidade mesmo diante de alterações climáticas significativas”, explica Paula.
No Agreste de Alagoas, a Parceria Público-Privada (PPP) da Iguá com a Companhia de Água e Esgotos de Alagoas (Casal), para a produção de água tratada, segue com um plano de contingência para estiagem que combina monitoramento constante das captações, ajustes no tratamento e reorientação das equipes de campo, conforme o comportamento das vazões. A região tem registrado verões severos, e a Iguá adota protocolos para proteger colaboradores expostos às altas temperaturas, com reforço de hidratação, equipamentos adequados e reorganização das rotas, a fim de reduzir o tempo de trabalho sob sol intenso.
Já em Mirassol, interior de São Paulo, a Sanessol concluiu um conjunto de obras estruturantes que ampliam a resiliência hídrica do município. A construção de uma nova adutora, as interligações entre reservatórios e a setorização da rede aumentaram a capacidade de resposta frente a picos de demanda, ao mesmo tempo em que reduziram a pressão sobre trechos sensíveis da distribuição. A operação também intensificou ações de combate às perdas, fundamentais em períodos de maior consumo.
Tecnologia e eficiência para reduzir perdas de água
Nas operações, a Iguá ampliou a capacidade de identificar vazamentos não visíveis e corrigir falhas de rede antes que causem impacto ao abastecimento. A pesquisa de vazamentos, por exemplo, alcançou índice de assertividade de 95,5%, ante 88,3% no início do programa, o que permitiu aumentar a eficiência das equipes em campo durante meses de maior demanda.
Em paralelo, o reforço do combate a fraudes e ligações irregulares elevou em 295% os ganhos mensais associados a esse tipo de ação entre 2024 e 2025, passando de R$ 2,6 milhões por mês para R$ 7,5 milhões mensais. Esses ganhos decorrem da regularização de consumos não medidos ou submedidos e da recuperação de volumes que antes eram perdidos no sistema, contribuindo diretamente para a redução de desperdícios em um momento em que cada metro cúbico preservado ganha relevância adicional.
As iniciativas de troca de hidrômetros também avançaram no último ciclo: a substituição sistemática dos equipamentos, combinando hidrômetros inteligentes e convencionais, garantiu aumento de 13% no volume medido e uma variação positiva de 12% no faturamento após a troca dos dispositivos antigos, com impacto direto na sustentabilidade operacional das concessões. Desde 2022, com a aplicação do algoritmo de trocas preventivas de hidrômetros, a companhia acumulou R$ 92 milhões em receita adicional, aprimorando o acompanhamento dos padrões de consumo e reduzindo perdas em períodos de maior demanda.
O uso de sensores, automação e Centros de Controle Operacional complementa esse esforço. O monitoramento contínuo de pressões, níveis e vazões em tempo real orienta manobras diárias e respostas imediatas aos eventos típicos do verão, ao mesmo tempo em que amplia a previsibilidade dos sistemas e reduz riscos.
“A água é um insumo essencial para uma concessionária de saneamento, e proteger esse recurso orienta todas as nossas decisões operacionais. Não se trata apenas de entregar eficiência hoje, mas de assegurar que o sistema tenha resiliência para enfrentar verões cada vez mais quentes e cenários climáticos mais desafiadores. Por isso, nossas ações combinam tecnologia, gestão inteligente da rede e rigor na redução de perdas, garantindo abastecimento com segurança no presente e no futuro”, conclui a diretora.
Sobre a Iguá Saneamento: A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Em 2024, foi eleita pela oitava vez consecutiva como excelente empresa para se trabalhar pela consultoria Great Place to Work (GPTW). Saiba mais em www.igua.com.br.
Atendimento à imprensa
Debora Luvizotto
Gabriela Murno
Lucas Mazzini
Marcelo Nadalon
Nathalia Gorga
[email protected]
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARCELO AUGUSTO NADALON
[email protected]