É a água, minha gente
Emergência Climática
Domínio Público
Não é porque a COP30 já terminou que nossos problemas se acabaram. Na verdade, se agravaram. A escassez hídrica está cada vez mais perto de ocasionar tragédias. A divulgação do relatório “Observando os Rios” de 2025, concluiu que mais de 75% dos trechos analisados no bioma da Mata Atlântica seguem com qualidade meramente regular. São águas poluídas que reclamam tratamento para consumo humano.
A questão mais dramática é a das represas Billings e Guarapiranga. Notadamente esta última. A ocupação indiscriminada, a ausência de rede de esgotos, a ineficiência das elevatórias, que concretizam o quadro surreal de fazer nossas fezes caminharem 50 km de SP a Barueri, tudo isso causaria espécie numa nação mais atenta à sua miserabilidade ecológica.
É urgente fiscalizar os responsáveis pela universalização do saneamento básico, encarar com seriedade a construção de redes de esgoto, um programa que não reverte imediatamente em ibope eleiçoeiro, mas que é fundamental à preservação da vida. Toda espécie de vida, inclusive a humana.
Mais do que necessário reforçar as campanhas para o uso adequado de água. Acabar com as “vassouras hidráulicas” das mangueiras dos condomínios, sempre ligadas em detrimento do uso de uma ferramenta singela e eterna, que é a vassoura. Corrigir vazamentos e multar quem desperdiça água. Sem essa consciência coletiva, será difícil garantir que a grande Região Metropolitana de São Paulo possa ter água suficiente para continuar a ser a melhor parte deste amado Brasil.
O mais importante hoje, minha gente, é levar a sério a crise hídrica.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
A questão mais dramática é a das represas Billings e Guarapiranga. Notadamente esta última. A ocupação indiscriminada, a ausência de rede de esgotos, a ineficiência das elevatórias, que concretizam o quadro surreal de fazer nossas fezes caminharem 50 km de SP a Barueri, tudo isso causaria espécie numa nação mais atenta à sua miserabilidade ecológica.
É urgente fiscalizar os responsáveis pela universalização do saneamento básico, encarar com seriedade a construção de redes de esgoto, um programa que não reverte imediatamente em ibope eleiçoeiro, mas que é fundamental à preservação da vida. Toda espécie de vida, inclusive a humana.
Mais do que necessário reforçar as campanhas para o uso adequado de água. Acabar com as “vassouras hidráulicas” das mangueiras dos condomínios, sempre ligadas em detrimento do uso de uma ferramenta singela e eterna, que é a vassoura. Corrigir vazamentos e multar quem desperdiça água. Sem essa consciência coletiva, será difícil garantir que a grande Região Metropolitana de São Paulo possa ter água suficiente para continuar a ser a melhor parte deste amado Brasil.
O mais importante hoje, minha gente, é levar a sério a crise hídrica.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): LUCIANA FELDMAN
lucianafeldman@gmail.com