A nova lógica da colaboração no marketing de experiências
A fronteira entre criação e execução está cada vez mais difusa no universo do live marketing.
Nos últimos anos, o modelo de co-criação entre agências e marcas tem ganhado espaço, rompendo com a lógica tradicional da terceirização e abrindo caminho para projetos mais integrados, estratégicos e consistentes.
Em vez de uma relação linear, em que o cliente cria, a agência conceitua e uma produtora executa, a co-criação propõe um processo horizontal e multidisciplinar.
Nele, diferentes players contribuem desde o planejamento até a entrega, somando perspectivas e especialidades para alcançar o melhor resultado possível.
“Co-criar é dividir visão e responsabilidade. Quando unimos expertises, elevamos o padrão da entrega e fortalecemos o resultado final”, afirma Enio Munarim Junior, gerente de operações da faro.ag, agência especializada em live marketing e experiências de marca.
Segundo ele, a principal diferença está no propósito: enquanto a terceirização entrega tarefas, a co-criação entrega soluções.
Por que o mercado está adotando a co-criação
A tendência reflete um movimento global de integração entre estratégia, criatividade e operação.
No live marketing, essa abordagem tem sido decisiva para garantir qualidade, inovação e realismo nas ativações de marca, especialmente em campanhas que envolvem cenografia, experiências imersivas e storytelling.
Em um cenário de prazos curtos e consumidores mais exigentes, a co-criação reduz ruídos de comunicação, otimiza processos e valoriza a especialização de cada parceiro envolvido.
O modelo vem sendo adotado tanto por agências criativas, que buscam ampliar a capacidade de execução, quanto por clientes que desejam participar mais ativamente da construção da experiência.
“Quando as competências se somam, todos ganham: a marca, o público e as agências envolvidas”, complementa Enio.
A campanha Méqui x Stranger Things, parceria entre Galleria e faro.ag, é um exemplo emblemático.
Enquanto a Galeria foi responsável pelo conceito criativo e direção geral, a faro.ag desenvolveu o projeto arquitetônico, o 3D e a execução da cenografia da fachada e da área interna do Méqui 1000.
O resultado foi uma ambientação nostálgica inspirada nos anos 80, que transportou o público para o universo da série e mostrou como a colaboração entre criação e produção pode gerar experiências mais imersivas e fiéis ao conceito original.
Outro case que reflete essa prática foi visto na Brasil Game Show, com a marca Arcor.
Em parceria com a equipe interna de marketing, a faro.ag cocriou as ativações das marcas Tortuguita, Bon o Bon e Block, criando desafios interativos e experiências sensoriais para o público gamer.
Enquanto a Arcor trouxe seu conhecimento sobre o consumidor e o produto, a agência agregou expertise em experiências de marca, fluxo de público, montagem e cenografia, comprovando que a co-criação vai além da execução técnica e se torna estratégia aplicada à experiência.
Co-criar não é terceirizar
A diferença entre co-criar e terceirizar vai muito além da nomenclatura.
Na terceirização tradicional, as decisões são centralizadas e as entregas ocorrem de forma segmentada.
Na co-criação, o processo é aberto, colaborativo e baseado na confiança e na troca entre parceiros.
Cada parte assume responsabilidade criativa e técnica sobre o resultado, o que fortalece a consistência da entrega e amplia o valor percebido pela marca.
Mais do que um modelo operacional, a co-criação representa uma mudança cultural na forma de produzir experiências de marca.
“Não é terceirização. É co-criação, um trabalho conjunto, aberto e colaborativo, que une visão estratégica, criatividade e execução para transformar ideias em experiências memoráveis”, explica Rodrigo Marangoni, diretor criativo executivo na agência galeria.
Um movimento de mercado em expansão
O avanço da co-criação reflete a maturidade do setor de brand experience no Brasil.
Cada vez mais, agências e marcas buscam integrar expertises e compartilhar responsabilidades, ampliando o alcance criativo e a eficiência operacional.
A tendência já é visível em feiras, ativações, PR stunts, eventos corporativos e experiências digitais, onde o público espera não apenas ser impactado, mas viver a marca de forma autêntica e integrada.
Nos bastidores, o que antes era uma cadeia linear de fornecedores agora se transforma em uma rede colaborativa, onde cada player tem voz, propósito e autoria sobre o resultado.
Sobre a faro.ag
Com 19 anos de atuação, a faro é uma agência e produtora de live marketing, ativações e eventos especializada em criar experiências que conectam as marcas aos seus consumidores. Reconhecida como a melhor agência do interior de São Paulo no Prêmio Live e com mais de 15 conquistas em premiações de brand experience, a faro.ag realiza mais de 200 ativações por ano para marcas como Ambev, Méqui, Cielo, Aurora, Red Bull e Arcor, somando cases de destaque como a live de Beck’s com DJ Vintage Culture suspenso por guindastes à 125 metros de altura na Ponte Estaiada, PR Stunt de Budweiser no The Countdown to Tomorrowland com Alok e Orquestra Sinfônica da Bélgica, confraternização de final de ano da Cielo, convenção de vendas Aurora, ativação para o Mequi pré Lollapalozza, ativação da Red Bull para o Podpah e eventos como Ensaios da Anitta, Sorriso às Antigas, Churrasquinho Menos é Mais, Péricão e Festival Repique. Saiba mais: faroag.com.br | instagram.com/faro.ag | linkedin.com/faro-agencia
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FABIO DESPONTIN MALVEZZI
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